O Salgueiros foi um osso duro de roer, mas o Marítimo, com recurso ao prolongamento, bateu a equipa portuense (2x1) para seguir em frente na Taça de Portugal. Braga abriu o marcador, mas um bis de Rodrigo Pinho resolveu a eliminatória.
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Na primeira de quatro partidas em atraso da Taça de Portugal, foram os madeirenses a saírem por cima e a marcar presença nos oitavos-de-final da Prova Rainha, marcando encontro com o Sporting.
Primeiro a experiência...
Quatro dias depois da vitória frente ao Belenenses SAD (1x0), Milton Mendes operou várias mexidas ao onze titular, dando oportunidade a jogadores pouco utilizados até esta fase e até promovendo duas estreias absolutas na equipa principal - Caio Secco e Gonçalo Duarte.
O Salgueiros, sem competição desde o dia 6 deste mês, devido a um surto de Covid-19 no plantel, chegou à Madeira na máxima força, com os jogadores mais vezes escolhidos pelo técnico Jorge Pinto a serem chamados à ação, na esperança de conquistar um lugar na próxima fase da competição, já depois de ter ultrapassado o SC Covilhã.
Como seria de esperar, foram os homens da casa a assumirem as rédeas da partida, com a equipa portuense na expectativa, à espera de um erro ou a ameaçar através de lances de bola parada, onde criavam algumas situações de aperto. Ainda assim, os madeirenses, sem serem completamente dominadores, foram chegando com perigo à área do Salgueiros.
Uma bola à barra, um cabeceamento de Joel e uma boa intervenção de Bruno Pinto a remate de Milson foi o melhor que conseguiram. Perto do intervalo, numa das tais situações de bola parada, o experiente Braga apareceu ao segundo poste para atirar a contar. Vantagem para o Salgueiros.
...depois o talento
Milton Mendes não esperou para mexer e lançou o melhor marcador da equipa logo no arranque para a segunda parte. O domínio continuou dos insulares, agora com um pouco mais de critério. Logo a abrir, Edgar Costa esteve bem posicionado para o empate, mas a bola passou por cima da barra.
Apesar de mais focado na tarefa defensiva, o Salgueiros não esqueceu a baliza adversária e até podia ter aumentado a vantagem à passagem da hora de jogo. O corte defeituoso do defesa do Marítimo ficou a centímetros da baliza de Caio Secco. O Marítimo arriscou, com o técnico a lançar Alipour e a ficar com três pontas de lança de raiz em campo.
A dificultar muito a tarefa ao adversário dois escalões acima, a equipa portuense foi aguentando a pressão, beneficiando também de muito pouco acerto no processo ofensivo. Muitos passes falhados e pouco entrosamento para o lado da casa parecia ser fatal, até que, pouco antes do apito final, o talento individual sobressaiu e o Marítimo chegou ao empate. Joel Tagueu amorteceu para Pinho e o avançado brasileiro voltou a marcar, mandando o jogo para prolongamento.
Salvador
Para uma equipa que não competia há mais de três semanas, estar 90 minutos a ser capaz de conter uma equipa de I Liga já foi notável. Os 30' adicionais do prolongamento foram fatais e a equipa teve de abdicar de atacar. Assim, o Marítimo voltou a criar pouco e só quando as grandes penalidades eram uma hipótese real é que os insulares chegaram à vantagem.
Rodrigo Pinho voltou a ser salvador e apontou um belo golo, qualificando os madeirenses para os oitavos de final.


