Num jogo de apenas duas velocidades, devagar e devagarinho, Portugal foi a Gibraltar vencer o último classificado do grupo por 0x3 e deu, assim, mais um passo rumo ao objetivo que é a qualificação para o Campeonato Europeu Sub-21, que será jogado no próximo ano.
Ainda antes do apito inicial, o destaque foi para a elevada rotação imposta por Rui Jorge nesta partida. No total, foram seis as mudanças no 11 inicial face aos escolhidos na jornada anterior, frente à Noruega. Assim, entraram Luís Maximiano, Rúben Vinagre, Daniel Bragança, Pote, Fábio Vieira e Dany Mota para os lugares de Diogo Costa, Nuno Mendes, Florentino Luís, Gedson Fernandes, Pedro Neto e Rafael Leão.
Como era de esperar, a primeira parte foi de claro domínio da parte dos jovens portugueses, apesar de terem conseguido marcar apenas um golo, por intermédio de Jota, extremo emprestado pelo Benfica ao Valladolid, de Espanha, que foi a única vez que Portugal conseguiu transpor com sucesso a defesa de Gibraltar.

No que restou da primeira parte, a equipa comandada por Rui Jorge controlou o jogo e a posse de bola e por várias vezes chegou perto da baliza. Contudo, foram poucas as vezes onde Portugal conseguiu realmente assustar os adversários. Especialmente na segunda metade da primeira parte, as jovens esperanças lusas diminuíram o ritmo e a intensidade e a melhor oportunidade surgiu ao minuto 32, com Jota a rematar à malha lateral da baliza de Banda. Pelo meio, Rúben Vinagre teve que sair lesionado, dando lugar a Tomás Tavares.
Gerir e fazer experiências
A segunda parte foi um autêntico espelho daquilo que tinham sido os primeiros 45 minutos. Os jovens portugueses entraram com bastante mais intensidade após o intervalo e num espaço de apenas cinco minutos colecionaram várias boas oportunidades, contudo, o segundo golo do jogo, o da tranquilidade - se é que se pode chamar isso num jogo como este - acabou por chegar num erro adversário.

Seguiram-se longos minutos de maior tranquilidade e ineficácia portuguesa no jogo, onde Rui Jorge até aproveitou para fazer algumas experiências. Gedson Fernandes, que entrou ao intervalo juntamente com Joelson - uma das figuras mais desta segunda parte - chegou a jogar a lateral-direito, mas a certo ponto o selecionador nacional sub-21 aproveitou a falta de qualidade técnica da equipa adversária para jogar com uma linha de apenas três defesas - Pedro Pereira, que entrou ao minuto 63, Diogo Leite e Tomás Tavares - e colocando um maior aglomerado de jogadores no meio-campo.
O 0x3 acabou mesmo por chegar, precisamente na sequência de uma jogada de entendimento entre os centrocampistas. Gedson Fernandes, que após a entrada de Pedro Pereira voltou ao meio-campo, fez um passe a rasgar no centro do campo e o avançado Dany Mota deixou a bola passar propositadamente, o que ludibriou Gibraltar e deixou Pote completamente isolado na cara do guarda-redes. Aí, o médio do Sporting apenas teve que desviar, bisando na partida e fixando o resultado final.
Com este resultado, Portugal passa a somar 18 pontos e segue, assim, na perseguição ao líder do grupo 7, a Holanda, que leva 24 pontos e garantiu esta terça-feira a qualificação, após bater Chipre por 0x7. Nas duas próximas jornadas, a seleção portuguesa irá defrontar o Chipre e a Bielorrússia, seguindo-se aquela que poderá ser a jornada decisiva, onde irá jogar contra a Holanda. Recorde-se que, para além da Eslovénia e Hungria, países que recebem a competição, apuram-se os primeiros classificados dos nove grupos e os cinco melhores segundos.





