Não podia ter sido mais perfeito o final da época doméstica para a Roma. A equipa de Paulo Fonseca foi a Turim ganhar com toda a autoridade possível à campeã Juventus, por 1x3, carimbando uma fase pós-retoma praticamente irrepreensível.
Apesar de ter entrado com uma boa postura, a Roma sofreu logo o primeiro golo ao minuto cinco, por intermédio de Gonzalo Higuaín, na sequência de um pontapé de canto. A turma de Paulo Fonseca não sentiu o impacto e chegou à igualdade, à passagem do minuto 20, num cabeceamento de Kalinic, que aproveitou a falha de marcação de Rugani. Era o início também de uma noite inspirada de Perotti, o assistente de serviço.
A Roma continuou por cima, em organização ofensiva permanente, e o segundo golo apareceu com naturalidade, por intermédio de Perotti, na marcação de grande penalidade. A vantagem ao intervalo era o coroar de uma ideia que continuou bem assente, apesar das várias mudanças e da muita juventude.
No segundo tempo, a Juve entrou pressionante, mas foi a Roma a marcar pela terceira vez. E que jogada de Zaniolo! O jovem italiano percorreu muitos metros com a bola dominada, antes de assistir com conta, peso e medida o colega Perotti, que esteve bastante bem na diagonal e na finalização.
Ramsey assustou, a Juventus procurou uma reação, mas o pensamento da vecchia signora, tendo em conta, também, as ausências de Dybala e de Cristiano Ronaldo, está claramente na Champions. Porque ganhar em Itália já passou a ser uma obrigação e um serviço mínimo.


