Continua imparável o Sporting de Rúben Amorim. No dia em que o clube de Alvalade comemora o seu 114.º aniversário, a equipa leonina fez o que tem feito desde a paragem, exceção feita ao jogo em Guimarães, e derrotou (2x1) o Gil Vicente, continuando invicto desde a paragem. Um triunfo que ajuda a cimentar o terceiro lugar, agora com cinco pontos de vantagem para o Sporting de Braga e volta a aproximar os leões do segundo lugar, ainda a nove pontos de distância.
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Marcar, mas mesmo assim ser ameaçado
Numa semana em que se falou de experiência e irreverência, Vítor Oliveira tentou, com a sua experiência, aproveitar algumas das fragilidades na estratégia de Rúben Amorim. O técnico voltou a confiar na juventude e privado de Jovane e Francisco Geraldes (o médio lesionou-se antes da partida) chamou Rafael Camacho ao onze. Essa foi a única novidade e a exibição do extremo esteve longe de ser convincente, mas este Sporting parece cada vez mais consolidado, ainda que com dificuldades claras e aproveitadas algumas vezes pelo Gil Vicente, que só saiu de Alvalade sem golos marcados por ineficácia e mérito de Luís Maximiano.

As peças Wendel e Matheus Nunes mantêm-se na união do meio-campo e por isso Vítor Oliveira colocou lá um jogador capaz de ler o jogo e aparecer nas costas dos dois brasileiros. Rúben Ribeiro, de regresso a Alvalade, apareceu muitas vezes entre os médios e os avançados, criando aí algum perigo nos primeiros minutos em que os gilistas deram primazia ao contra-ataque, que foi funcionando melhor pelo lado esquerdo do ataque do que pelo lado direito onde estava um adaptado Claude Gonçalves.
O Sporting ia dominando a bola e aos poucos conseguia também algum domínio da partida, ainda que com ameaças constantes da equipa gilista no contra-ataque. Depois de algum perigo de bola parada, a equipa de Rúben Amorim chegou mesmo ao golo e com influência de um dos médios aos quais Vítor Oliveira deu especial atenção. Wendel não se importou de deixar Matheus Nunes sozinho no miolo e apareceu em zona de finalização para fazer o que já não fazia há uma volta, depois de um lance de insistência de Plata no lado direito.
Sem influência no lado esquerdo do ataque leonino, Plata esteve acima do que vinha fazendo até então e ia mostrando entendimento com Ristovski, mas na defesa as coisas mudavam de figura. Se o lado direito do ataque ia dando que fazer à equipa gilista, o mesmo lado mostrava fragilidades na defesa, que Lourency ia aproveitando sempre que podia (ainda ofereceu um golo a Sandro Lima, mas o lance foi anulado por fora de jogo).
A tal bandeja de Plata
A experiência gilista dizia que dificilmente este jogo estava ganho pelo Sporting. A vantagem era mínima e a equipa de Vítor Oliveira mostrou o porquê de estar a fazer um campeonato tranquilo. Bem trabalhada, a formação de Barcelos foi usando a força física de Sandro Lima para subir no terreno e a qualidade de Lourency, Rúben Ribeiro e Baraye - obrigou Maximiano a uma defesa incrível - para chegar a zonas de perigo. Só que um lance de inexperiência pouco depois do intervalo praticamente decidiu o encontro. Depois de Wendel desperdiçar um lance de um para um aparentemente fácil frente a Denis, Claude Gonçalves fez um passe disparatado, daqueles que ensinam a não fazer na formação, e Plata, sempre ligado à corrente, foi mais veloz do que a concorrência e aproveitou para levar o Sporting para um resultado que deixava a equipa de Rúben Amorim bem mais confortável para enfrentar a segunda parte, um pouco à imagem do que tinha acontecido frente ao Belenenses SAD, embora aí sem golos, mas com muito mais controlo por parte da equipa de Rúben Amorim.

Desde o banco, Vítor Oliveira tentou desarmar a organização leonina com alterações que foram, pouco a pouco, obrigando Maximiano a mostrar atenção, mas Rúben Amorim voltou a pegar no jogo, retirou Camacho do jogo (tinha estado tão fora dele...) e colocou Matheus Nunes mais à esquerda, à semelhança do que já havia feito na última jornada, recuperando assim a capacidade leonina para ter bola e com isso ter um conforto que nem o golo de Rúben Ribeiro no final da partida, após grande penalidade cometida por Doumbia, retirou.
No dia em que Amorim aproveitou para utilizar mais dois jogadores e fazer estrear Tiago Tomás, de apenas 18 anos, e Joelson Fernandes, de 17, no dia em que uns quantos jovens utilizaram na camisola o nome de algumas lendas do Sporting, no dia em que o Sporting festejou 114 anos, a juventude ganhou mais um pouco de experiência e voltou a ganhar pontos. Melhor aniversário era difícil.










