Seguiu em frente quem mais fez por passar. Com uma segunda parte de alto nível, o Famalicão (0x1) venceu esta quarta-feira na deslocação a Paços de Ferreira, passando pela segunda vez na sua história às meias-finais da Taça de Portugal. O extremo Diogo Gonçalves assumiu o papel de estrela e saltou do banco para dar o justo triunfo aos minhotos.
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Ambos os técnicos mudaram algumas unidades nas equipas titulares, mas os principais protagonistas de cada lado estiveram em campo. Pepa apostou num meio-campo criativo e colocou João Amaral a atuar atrás do ponta de lança Diogo Almeida, enquanto os visitantes apresentaram-se no 4x3x3 habitual.
Filosofias diferentes, mas muito equilíbrio
Como esperado, a maior iniciativa de jogo pertenceu ao Famalicão desde cedo. Sempre fiel aos seus princípios, a equipa de João Pedro Sousa procurava o ataque mais trabalhado e com as linhas bastante subidas. Atento ao adversário, o Paços de Ferreira aproveitou para colocar bolas de forma rápida na frente, tendo os primeiros momentos ofensivos do jogo surgido desta forma.

A velocidade dos castores e capacidade de passe do seu meio campo - não falta técnica a Eustáquio, Pedrinho e João Amaral - dificultava a tarefa aos famalicenses. Vaná teve um grande susto e esteve perto da expulsão, sendo salvo por um fora de jogo bem assinalado ao ataque dos homens da casa.
O relvado da Mata Real não se apresentou nas melhores condições, algo que prejudicou a definição de alguns lances ofensivos. Com um futebol habitualmente mais técnico, o Famalicão adaptou-se a esta realidade e tentou chegar mais rapidamente aos criativos Fábio Martins e Rúben Lameiras, que não revelaram argumentos no primeiro tempo para ultrapassar a organizada defesa pacense. Justamente, o nulo verificava-se ao descanso.
Famalicão fez por ser feliz
Andamento bastante superior do Famalicão na segunda parte. A equipa de João Pedro Sousa aumentou o ritmo - vontade de resolver a eliminatória - e os momentos de perigo no ataque começaram a surgir. Em quatro momentos diferentes a bola esteve perto da baliza pacense, com destaque para um belo lance concluído por Pedro Gonçalves.
Insatisfeito, Pepa tentou equilibrar o meio-campo e apostou em Vasco Rocha, já depois de ter lançado o reforço de inverno Adriano Castanheira. Os castores tiveram capacidade para voltar a ter bola em zonas mais ofensivas, porém, era o Famalicão que continuava a criar perigo, estando Anderson e Racic próximos do golo.
O tento decisivo dos visitantes acabou por surgir com naturalidade. Bruno Teles errou um passe em zona proibida, permitindo ao suplente Anderson assistir o suplente Diogo Gonçalves para o 0x1. De orgulho ferido, o Paços de Ferreira ainda tentou o empate, mas o Famalicão agarrou a passagem às meias com unhas e dentes.
A equipa de João Pedro Sousa marca desta forma encontro com o Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal. Um feito que o clube apenas tinha atingido em 1945/46 e que premeia a bela temporada que está a realizar. Muita competência!










