Não foi brilhante, nem poderia ser, mas foi suficientemente bom para garantir mais um passo rumo ao Jamor. O Famalicão aproveitou a Taça para regressar às vitórias, batendo o Mafra por 3x0 e seguindo em frente na Prova Rainha do futebol português.
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Não estava fácil...
Adiamentos, pequenos avanços e recuos, alguns testes. Foi preciso passar por muito, mas os intervenientes decidiram-se mesmo pela realização do Famalicão x Mafra para o dia que estava marcado. Às 20h30, para se ter uma noção do dilúvio, já se faziam apenas contas para uma nova data.

Pode-se apontar tudo no capítulo mais estético, mas o esforço dos 22 atletas durante a primeira parte foi pouco menos do que hercúleo. As limitações do tapete verde eram claras, assim como as intenções em praticar um futebol positivo por parte das duas formações. João Pedro Sousa e Vasco Seabra, contudo, demoraram pouco a perceber que teriam de arranjar outras soluções.
No meio desta autêntica encruzilhada, foi o conjunto visitante, quase sempre bem organizado, a sair ligeiramente por cima. À medida que o relvado ia melhorando - estava mesmo complicado nos primeiros minutos! -, homens como Medeiros, João Tavares e Júnior Franco conseguiam deixar o Famalicão desconfortável, com trocas de bola inteligentes que não impediram, ainda assim, a melhor oportunidade da primeira parte, de Anderson, que ficou a centímetros de mais um golo. Seria um castigo demasiado duro...
Voltou a qualidade
É certo que os últimos tempos não têm sido propriamente fáceis para João Pedro Sousa e a sua equipa. Alguns resultados recentes abalaram a pontuação, mas não retiraram o título de equipa-sensação ao Famalicão. Recarregadas todas as energias, os da casa justificaram em força todos esses elogios.
Mais dinâmica do meio campo para a frente, uma boa pressão a anular quase toda a organização ofensiva do Mafra e um Pedro Gonçalves omnipresente. A receita famalicense nos segundos 45 minutos passou mais ou menos por aqui e por um antigo jogador do Wolves que soube aproveitar uma recarga à bomba de Anderson e assistir praticamente no chão um Diogo Gonçalves muito calmo e assertivo na finalização. Tudo muito bem encaminhado...
Roderick ainda recebeu ordem de expulsão, Seabra ainda tentou mexer com o jogo desde o banco, mas foi o Famalicão a fechar o marcador, numa cobrança irrepreensível de grande penalidade por parte de Toni Martínez. Desfecho injusto? Só mesmo no volume, pois o Fama voltou a ser Fama.





