O Sporting perdeu a liderança do Grupo D para o LASK Linz com uma exibição bem cinzenta no país de Mozart (3x0) na última jornada da fase de grupos da Liga Europa. Os leões passam, agora, para o pote dos não-cabeças-de-série por culpa de uma performance extremamente negativa e marcada, novamente, pela gritante superioridade do adversário. O resultado terminou em goleada e a expulsão de Renan Ribeiro antes do intervalo selou de forma definitiva o destino da formação de Silas. Uma verdadeira hecatombe.
Veja Também
- A derrota do Sporting na Áustria contada em 2 minutos
- Silas: «Não podíamos estar a hipotecar o resto da nossa época por um jogo»
- Uma história quase só com vilões
Máquina totalmente desmontada
Os sinónimos para descrever a primeira parte leonina são vários e rondam todos a mesma palavra: desastre. Autêntico desastre. As ausências de Bruno Fernandes, Jérémy Mathieu e Luciano Vietto presumiam vazios extremamente difíceis de preencher e as segundas linhas do plantel comprovaram isso mesmo, com um esclarecedor 2x0 ao intervalo e menos um jogador em campo.
Guarda redes mais vezes expulsos com a camisola do Sporting
▶ Rui Patrício - 3 🔝
▶ Costinha/Tiago/RENAN RIBEIRO - 2 pic.twitter.com/V82h23XLkp
— playmakerstats (@playmaker_PT) December 12, 2019
A bem da verdade, as peças da máquina de Jorge Silas acabaram por ser desmontadas em poucos minutos. Os posicionamentos de Pedro Mendes e Rafael Camacho causaram alguma intriga - o camisola 7 explorou mais vezes as zonas centrais, ao contrário do habitual -, mas não tiveram efeitos práticos no ataque, e, a nível defensivo, a linha de cinco homens tremeu a cada investida austríaca.
O LASK, aliás, provocou um déjà vu e deu a plena confirmação de que o resultado em Alvalade foi bem enganador. Os austríacos dominaram em quase todos os capítulos estatísticos e deixaram um sério aviso ao leão para o segundo round. E não foi obra do acaso...
O futebol não entusiasmou durante largos minutos e a desinspiração individual fez-se sentir a cada lance disputado. Ainda assim, a vontade dos homens da casa sobrepôs-se à frustração, já que, do lado contrário, a comichão era mais do que suportável.
Sem criatividade, impotente e pouca coesão coletiva, o Sporting encarou o 0x1 com toda a naturalidade. Trauner (23'), respondendo afirmativamente a um canto cobrado por Michorl, deu uma vantagem mais do que merecida aos anfitriões que viria a ser ampliada antes do intervalo por Klauss (38'). E o que dizer da abordagem de Renan ao lance...
De mãos a abanar
A paisagem não era propriamente bonita e a ação desastrosa de Renan deitou tudo a perder. Literalmente. Os segundos 45 minutos ficaram marcados pela superioridade esperada e evidente do LASK Linz - e pelas substituições algo incompreensíveis - que apenas conseguiu golear nos últimos instantes da partida, contando com um total de... 29 remates.

Na baliza, Luís Maximiano foi evitando males maiores e realizou intervenções de qualidade, apesar de Raguz (90+3') ter encontrado o caminho 3x0. Nova imagem negativa de um Sporting que continua na corda bamba no que a rendimento diz respeito. Do céu ao inferno no espaço... de uma jornada.










