Ser líder da Liga NOS não dá direito a facilidades em nenhum contexto e o Famalicão teve de sofrer muito para sobreviver em Lourosa e seguir em frente na Taça. Contra um Lusitânia cheio de garra que forçou o prolongamento com um golo nos descontos, foi apenas nos penáltis que a equipa minhota se apurou na prova-rainha.
Este foi, há que registar, um duelo entre dois líderes (invictos, até), já que o Lusitânia está no topo da respetiva série do Campeonato de Portugal, e a equipa de Rui Quinta estava cheia de vontade de mostrar qualidade de candidato à subida aos campeonatos profissionais. Quem sabe, fazendo uma gracinha para tombar o novo gigante. Ficou a um penálti de distância.

©Catarina Morais / Kapta +
O ambiente em Lourosa era tremendo, apesar de a casa não estar cheia, e o Lusitânia galvanizou-se: não abdicou de pressionar alto e de ter bola em boa parte do jogo, faltando apenas um quê de eficácia na definição das jogadas. Vaná foi obrigado a mostrar-se em saídas da baliza logo no arranque e apanhou um susto quando Leo atirou por cima, já pelos 37 minutos.
Sem conseguir dominar, o Famalicão tentava ser mais acutilante do que o adversário e podia ter marcado em pelo menos dois momentos até ao intervalo. Com Fábio Martins envolvido nas jogadas, Guga rematou para defesa do guardião e Toni Martínez desperdiçou um serviço de bandeja.

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Um valente balde de água fria, mas nem assim as bancadas (ou os jogadores do Lourosa) arrefeciam. Houve reação, Poulson a aproximar-se do empate, e já nos descontos... um momento mágico para os da casa: Vaná tentou sair a jogar e perdeu a bola para Goba, que fez o estádio explodir e Carlos Xistra apitar para meia hora adicional.
Como na etapa anterior, o Famalicão entrou por cima no prolongamento. As coisas lá se vieram a equilibrar, mas o Lusitânia voltava a não conseguir aproveitar as investidas ofensivas... não que o Famalicão tenha feito melhor, até porque Anderson teve nos pés a oportunidade de dar vantagem e falhou a bola, apenas com o guarda-redes pela frente.
Com as equipas igualadas, foi na marca dos onze metros que tudo se decidiu e aí os homens da casa foram do sonho ao pesadelo: estiveram a um golo da vitória e acabaram por perder na chamada morte súbita, com Lionn a bater o penálti decisivo para o Famalicão.
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