Mais Espanha, um Portugal digno e um Ferrán Torres intratável. Em solo arménio, la Rojita sorriu e conquistou o título europeu de sub-19, depois de bater o campeão em título na final por 2x0.
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Quinas curtas
Apesar dos bons momentos, especialmente na reta final, a primeira parte de Portugal foi curta face ao valor do adversário e face ao passado recente na própria competição. Muita vontade, qualidade técnica, mas tanta precipitação, de uma forma geral.
A Espanha, a atuar com uma formação na máxima força - recorde-se que Tiago Dantas, Romário Baró, Nuno Tavares, Pedro Álvaro e Pedro Neto, figuras na qualificação, falharam a competição -, foi uma equipa mais consistente, mais perigosa e mais dominadora, tendo o golo surgido com relativa naturalidade, por intermédio de Ferrán Torres, na sequência de um corte não muito conseguido de Diogo Capitão. Antes, já Moho e Gómez tinham obrigado Celton a sujar o equipamento.
Em desvantagem, a turma de Filipe Ramos partiu para 10 minutos de qualidade, quase sempre jogados no último terço defensiva de Espanha. Gonçalo Ramos deu apoios frontais e qualidade no jogo de costas para a baliza, Fábio Vieira procurou explorar a sua visão de jogo, mas o árbitro apitou sem que Arnau Tenas tivesse feito qualquer grande defesa.
Outra vez o mesmo...
A entrada portuguesa para a segunda parte foi prometedora. Logo na primeira jogada, Tomás Tavares permitiu que Félix Correia chegasse à linha de fundo e cruzasse para uma defesa incompleta algo complicada para o guardião espanhol. Portugal parecia mais pressionante e, acima de tudo, a querer respeitar as boas sensações da reta final da primeira parte.
Mesmo sem encantar e sem dominar da mesma forma, a Espanha acabou por chegar ao segundo golo. Um desenho atacante pleno de inteligência e criatividade, com a bola a aparecer no flanco esquerdo, sem que a organização defensiva lusa fosse capaz de adivinhar, e a ser cruzada na direção de Ferrán Torres, que não facilitou, ficando também à vista alguma dificuldade de posicionamento de Celton.
Filipe Ramos mexeu nos acontecimentos, refrescou as zonas criativas da equipa, que nunca conseguiu verdadeiramente assustar a competente organização de La Rojita. Mesmo tendo mais bola do que a rival, a seleção portuguesa sofreu um par de sustos em transições atacantes.
No fim, fica mais um título para a formação espanhola e um bom trajeto de uma equipa que foi obrigada a tentar fazer história sem alguns dos principais craques da geração. Chapéu para as duas, dizemos nós.






