O SC Braga apresentou-se aos sócios com um empate a zero frente ao Mónaco de Leonardo Jardim naquele que foi o segundo encontro ao descoberto da era Ricardo Sá Pinto, curiosamente diante de outro conjunto francês.
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Dificuldades e mudanças visíveis
O novo técnico arsenalista apostou nas titularidades de Matheus, na baliza, André Horta, no meio-campo, Trincão, numa das alas, e Hassan como homem mais destacado do ataque (nota para a ausência de Raúl Silva, ele que continua em fase de recuperação), viu o adversário dominar a posse e construir as primeiras jogadas de grande perigo. Fàbregas assumiu-se de forma clara como o cérebro do jogo monegasco - alguma surpresa com Gil Dias a lateral esquerdo e Jemerson no meio-campo -, e Rony Lopes como o homem mais irrequieto (a vaga do ausente Falcao, que deve estar de saída, foi ocupada pelo jovem Foster).

O tempo passou, o ritmo baixou e o Trincão acabou por destacar-se um pouco - já depois de um chapéu de Gelson que quase deu golo -, aproveitando a menor experiência do compatriota Gil Dias. Ainda assim, soube a pouco. Com um estilo mais virado para os flancos do que para o jogo interior - André Horta e Fransérgio deambulavam constantemente de posição -, o Braga sentiu dificuldades para ripostar na mesma moeda. Hassan foi, por isso, uma autêntica sombra em campo.
Só perto do intervalo Lecomte efetuou uma defesa digna de registo, para além de ter visto André Horta atirar com estrondo ao poste através de um livre direto.
Um só sentido
Outra loiça na segunda metade. Com as habituais alterações, o Braga superiorizou-se e chegou a estar bem perto do golo. Tentou Murilo, tentou Wilson Eduardo, mas sem sucesso.
Pese a falta de golo, as indicações foram bem mais positivas nos segundos 45 minutos, em todos os setores. Até na baliza, visto que Eduardo, o terceiro a passar pela baliza, foi obrigado a negar, de forma espetacular, um remate teleguiado de Golovin.
As oportunidades continuaram a surgir, mas a bola não entrou de maneira alguma. E o Braga mostrou-se, assim, aos sócios: com duas caras e com diferenças evidentes em relação à versão anterior.
O onze do Braga: Matheus, Esgaio, Bruno Viana, Pablo, Sequeira; Palhinha, Fransérgio e André Horta; Ricardo Horta, Trincão e Hassan.
Jogaram também: Tiago Sá, Paulinho, Wilson Eduardo, Murilo, João Novais, Xadas, Claudemir, Diogo Viana, Caju, Tormena e Eduardo.





