Não foi nada bonito o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugar da Copa América 2019. No meio de muita agressividade e de uma dupla expulsão que não deixou de surpreender, a Argentina lá conseguiu garantir o pódio, batendo por 2x1 o bicampeão sul-americano. Não se pode falar em vingança, ainda assim, depois dos títulos de 2015 e 2016, conquistados às custas da albiceleste.
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Para quê jogar?
À procura de garantir o terceiro lugar no pódio da Copa América, Scaloni escalou uma formação bem mais criativa na reedição das finais de 2015 e 2016. Lo Celso e Dybala entraram para os lugares de Lautaro e Acuña, ficando a seleção das Pampas com outro tipo de capacidade para agredir o adversário.
O Chile, pressionante, mas quase sempre errático do meio campo para a frente, cometeu erros defensivos comprometedores, o mais grave dos quais ao minuto 12. Messi descobriu, perante a distração da defensiva contrária, a desmarcação certeira de Aguero, que se limitou a contornar Arias e a rematar para o fundo das redes.
Sem encantar, a turma de Scaloni voltou a marcar, numa altura em que o Chile já não tinha Alexis por lesão e, dessa forma, apresentava ainda menos criatividade para assustar a última linha argentina. Lo Celso assistiu Dybala, que aproveitou a lentidão de Arias para picar a bola e deixar a albiceleste bem mais confortável.

Um certo conforto que acabou a 10 minutos do intervalo, depois de uma expulsão muito discutível para Medel e, principalmente, para Messi. Os dois jogadores envolveram-se numa troca pouco bonita de «peitaças», mas houve excesso de zelo por parte do árbitro, que encontrou no cartão vermelho a única forma de controlar os 22 jogadores em campo.
Reação curta
Em desvantagem, o Chile trouxe mais vontade e objetividade atacante no regresso desde os balneários. A atitude de maior risco acabou por permitir um par de transições rápidas aos argentinos, que, ainda assim, borraram a pintura com uma grande penalidade cometida por Lo Celso que Arturo Vidal soube materializar em golo. Tudo em aberto.
No banco albiceleste tomaram-se decisões no sentido de continuar a dar competitividade à equipa. No momento de maior aperto, Di María substituiu Dybala e, finalmente, nesta edição 2019 da Copa América, tivemos o jogador do PSG a ser uma clara mais valia. Em duas jogadas, Angelito colocou a bola à mercê da capacidade finalizadora de Aguero, que, numa primeira situação permitiu a defesa a Arias, atirando bem ao lado no segundo momento - o avançado do City não teve muita inspiração frente à baliza durante as semanas de competição no Brasil.
Os chilenos ainda lutaram muito, apesar do futebol nunca ter encantado, tendo o Argentina, por fim, garantido o terceiro lugar final. Um mal menor...ou o início de uma nova era, já com a Copa América 2020 em mente.





