O habitual. O Chile voltou a ser feliz nas grandes penalidades e eliminou a Colômbia depois de um empate sem golos durante o tempo regulamentar. Os homens de Reinaldo Rueda ficaram presos no trânsito e provaram um atraso de cerca de 20 minutos na partida, mas acabaram por chegar na hora certa, pelo menos do prisma de qualquer chileno.
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Carlos Queiroz não apresentou surpresas no onze e voltou a sentar Borja, enquanto o Rueda regressou ao habitual esquema de quatro defesas. O jogo ficou marcado pelo equilíbrio e pelas consultas ao VAR, que anulou dois golos ao Chile – a Colômbia deixa a Copa América sem qualquer golo sofrido.
VÁRias oportunidades
Os homens de Carlos Queiroz já tinham impressionado noutras ocasiões pelo início forte e intenso e foi exatamente o que aconteceu no começo da partida, com uma pressão muito alta a condicionar a saída de bola chilena.

Apesar do bom início colombiano, aos poucos, o Chile foi-se superiorizando e teve mais duas excelentes oportunidades para traduzir a superioridade em golos na reta final do primeiro tempo, mas nem Maripán, nem Vidal conseguiram acertar no alvo.
Faltava espaço à Colômbia para explorar a velocidade de Roger Martínez e Vidal ia tomando conta de James no meio, impedindo os lançamentos na frente de ataque. Ainda assim equilíbrio era a palavra de ordem na partida e previa-se uma excelente segunda parte.
Esqueçam as promessas
Pedia-se mais à Colômbia e James trouxe finalmente uma oportunidade de perigo a abrir os segundos 45’, com um livre lateral cobrado direto à baliza a rasar o poste. Os colombianos voltaram a entrar melhor e agora o Chile parecia não ter forças para chegar ao último terço, com Vargas a ser obrigado a recorrer à meia distâ.
Ainda assim, os comandados de Queiroz não souberam explorar o cansaço dos chilenos e o jogo caiu num limbo, com um ritmo muito baixo, pouca intensidade e a bola longe das duas balizas.

A partir daqui o jogo mudou e ficou mais partido e animado, mas nem assim houve golos – Ospina voltou a negar o tento a Vargas. Mais à base do chutão e mais com o coração do que com a cabeça, o Chile acabou ligeiramente melhor, mas o nulo manteve-se até final e seguiam-se as grande penalidades.
A marca de onze metros costuma ser amuleto para o Chile, que conquistou as duas últimas edições da Copa América nas grandes penalidades, e desta vez não foi diferente. Ao quinto penálti ainda ninguém tinha falhado, mas que Tesillo destoou e atirou para fora. Com a decisão nos pés, Alexis Sanchéz não vacilou e carimbou o passaporte para as meias-finais da competição.





