Quem tem James pode sonhar. A Colômbia precisou de suar muito, acabando por conseguir bater o Qatar por 1x0 e garantir, dessa forma, a passagem aos quartos da Copa América, num único golo inventado pela canhota de um craque de nível mundial.
Depois de uma abordagem assente mais na organização defensiva e nas transições perante a Argentina, no primeiro jogo, a Colômbia teve de lidar com outros desafios diante do Qatar. A turma de Queiroz foi obrigada a comandar o jogo desde o primeiro minuto, denotando, apesar do domínio territorial, algumas limitações.

É certo que James, num cabeceamento, esteve a centímetros do golo, é certo que Zapata criou problemas pela potência física, é certo ainda que Cuadrado soube agitar pelo drible e pelo remate espontâneo, mas o primeiro tempo demonstrou que a formação cafetera tem ainda algo para crescer no momento de ter a bola.
Ainda assim, uma palavra para a organização do Qatar do ponto de vista defensivo. E se a equipa de Sanchez não produziu mais no meio campo contrário (apenas um remate frouxo e um lance de dúvida dentro da área cafetera) foi porque o trio Barrios-Davinson-Mina não deixou. Intransponíveis, por e simplesmente.
James, um visionário
No regresso ao relvado, a abordagem das duas formações não mudou muito. A Colômbia continuou a ser uma equipa dominadora, aqui e ali algo previsível, mas capaz, ainda assim, de criar algumas oportunidades, especialmente por Zapata e Mina, que criou problemas na bola parada ofensiva; o Qatar evidenciou a mesma organização e solidariedade defensiva, criando um par de ocasiões por intermédio de Hatim e Afif.

O Qatar ainda procurou o empate, mas esta seleção cafetera tem organização defensiva para dar e vender. E, depois, lá na frente, é vê-los a criar o que poucos poderiam, sequer, imaginar...


