O Brasil entrou da melhor forma na Copa América com uma vitória por 3x0 sobre a Bolívia, no jogo de abertura da competição. A jogar em casa, sem Neymar e com Militão no banco de suplentes, a seleção canarinha dominou o encontro mas precisou de uma grande penalidade para desbloquear o marcador.
Tite optou por um ataque mais móvel, com Coutinho no apoio a Firmino, Neres na esquerda e Richarlison na direita e deu-se bem, perante uma Bolívia muito limitada e mais interessada em não deixar jogar do que em discutir o resultado.
Muita bola, poucas oportunidades
A seleção brasileira entrou com tudo, mas só conseguia criar perigo através de bolas paradas. Primeiro foi Firmino que viu Carles Lampe negar-lhe o golo com uma defesa de instinto na sequência de um pontapé de canto e depois foi Thiago Silva a falhar o alvo por pouco em novo canto.

Não faltava bola aos brasileiros, mas faltava outro critério no último terço, onde Coutinho recebia entre linhas mas não tinha o apoio devido, com a procura das tabelas à entrada da grande área a não resultar. Na segunda metade do primeiro tempo, o ritmo de jogo baixou e evidenciaram-se ainda mais as dificuldades do Brasil em desbloquear a partida.
Penálti como desbloqueador
A segunda parte dificilmente podia ter começado melhor para o Brasil, com um penálti a ser assinalado a seu favor por mão na bola de Adriano Justino. Coutinho converteu sem dificuldades e inaugurou finalmente o marcador.

A Bolívia tentou responder com várias alterações, mas não conseguia chegar sequer perto da grande área canarinha – primeira oportunidade perigosa surgiu aos 87’. Tite ia gerindo com a troca da frente de ataque, dando oportunidade a Gabriel Jesus, primeiro, e Everton e Willian, mais tarde.
Ora, se Gabriel Jesus entrou bem, o que dizer da entrada de Everton? O extremo do Grêmio entrou a todo o gás e precisou de menos de cinco minutos para levantar o estádio, com um golaço de fora da grande área que acabou em definitivo com o encontro.






