Chegou tarde (demais), mas chegou. Porque nunca é tarde para fazer os adeptos um pouco mais felizes, depois de uma temporada para esquecer. O Feirense conseguiu fechar a Liga NOS em beleza, vencendo o Aves por 2x1 no fecho do campeonato.
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Se fossem mais precisos mais motivos para esta vitória ter um colorido especial no Marcolino de Castro, dizer que os fogaceiros conseguiram esta vitória através de uma reviravolta na segunda parte. Mérito? Da equipa e de Filipe Martins, que fez uma dupla-substituição de tração à frente no intervalo.
Mais coração que cabeça
O fardo era pesado há muito e mais pesado ficou com os dois últimos jogos. Contra o Chaves e contra o Santa Clara, o Feirense empatou a quatro, deixando o triunfo fugir nos minutos finais dos jogos. E por isso não foi de estranhar que a equipa do Feirense entrasse disposta a terminar com a malapata dos 31 (!) jogos da Liga NOS sem vencer.

Até ao intervalo, sentiu-se (e de que maneira) a nuvem negra a pairar na equipa do Feirense. O emblema de Santa Maria da Feira via-se a perder novamente e o fardo de novo jogo sem vencer voltava a pesar de forma assustadora...
Dedo de Filipe Martins
Mas o futebol merecia dar uma vitória a este Feirense. A equipa teve uma época para não recordar, mas pelos últimos jogos vinha a justificar a vitória e a terminar com o longo jejum de jogos sem vencer na Liga NOS. Filipe Martins pegou no velha máxima A sorte conquista-se e lançou a jogo Luís Machado e Edinho, fazendo recuar Edson Farias para lateral direito e transformando o esquema tático num 4x4x2... claramente em busca da sorte.

Depois de um período de jogo em que se sentiam as duas equipas algo partidas, João Silva conseguiu consumar a reviravolta no marcador, através de nova cabeçada que fazia o Marcolino acreditar... Desta vez, o futebol não ia falhar ao Feirense e a vitória ficou mesmo em casa. Ficou para o Feirense. Que conseguiu a redenção 31 jornadas depois e que desce à II Liga sem o pesado fardo de não vencer desde agosto...









