Há 21 anos que os Wolverhampton não chegava às meias-finais da FA Cup, há oito anos que não vencia o Manchester United e tudo isso ficou para trás esta noite. Mais uma de sonho para os comandados de Nuno Espírito Santo e para a dupla Jota-Jiménez, que fez toda a diferença. Um golo para cada na vitória por 2x1 diante da formação de Manchester, finalista da FA Cup da época passada.
Antes da partida, Solskjaer já tinha feito elogios ao trabalho de Nuno Espírito Santo, mas o técnico norueguês não conseguiu encontrar uma fórmula para parar o futebol de contra-ataque do Wolverhampton, que foi sempre superior à equipa de Manchester.
A primeira grande ocasião de perigo surgiu apenas ao minuto 41, com Diogo Jota a aparecer na cara de Sergio Romero e a permitir a defesa ao guardião argentino. O português haveria de vingar-se na segunda parte.

A produção ofensiva dos Red Devils tinha deixado a desejar no primeiro tempo, mas a segunda metade ainda foi mais cinzenta para o emblema de Manchester, que só conseguiu chegar perto da baliza de Ruddy numa ocasião, já demasiado tarde na partida.
Antes, o Wolverhampton tinha dado uma lição de futebol e só Sergio Romero foi adiando o golo após remates de Jiménez e de João Moutinho, mas era inevitável. Num lance de insistência, a defesa do Manchester United mostrou uma enorme passividade, Moutinho passou por Dalot, ganhou um ressalto e, ao terceiro remate, Jiménez conseguiu mesmo abrir o marcador. O mexicano chegou ao golo 15 na temporada e só faltava o seu parceiro do crime fazer o mesmo.
Demorou apenas seis minutos para Jota percorrer metade do campo em corrida e rematar ao primeiro poste da baliza de Romero, que não conseguiu travar o remate do jogador que esta semana foi convocado por Fernando Santos para os compromissos da seleção nacional. Até final, Rashford ainda reduziu, no tal único lance de perigo do Manchester United, mas não foi mais do que um golo de consolação para a equipa de Solskjaer. Até onde poderá ir esta alcateia?





