Com o orgulho ferido por ter falhado o apuramento para o Grupo A, o ABC não se deixou afetar e deu uma grande resposta na Taça de Portugal. No Pavilhão Flávio Sá Leite, os academistas bateram o Benfica por 23x18 e marcaram encontro com o Madeira SAD, nos quartos de final da prova.
Equilíbrio imperou
Numa primeira parte com poucos golos, equilíbrio foi a palavra dominante. Ambas as formações apresentaram um 5x1 defensivo e guarda-redes inspirados, algo que 'mascara' alguma da ineficácia ofensiva.
Os encarnados conseguiram a primeira vantagem e chegaram a dispor de quatro golos de avanço (4x8). Os homens da casa, impulsionados por Humberto Gomes, recuperaram e, após a expulsão de Ales Silva (falta perigosa sobre Hugo Rosário), recuperaram terreno e chegaram igualdade (9x9 ao intervalo).
Muro Humberto
Antes do descanso, Jorge Rito optou por utilizar um 6x0 defensivo profundo, algo que a turma de Carlos Resende não conseguiu contornar. Na segunda metade, o timoneiro dos bracarenses manteve a estratégia e as águias voltaram a mostrar dificuldades.

A perder por cinco/seis golos, Resende pediu time outs, mas os seus pupilos continuaram desorientados e precipitados. Do outro lado, Miguel Baptista esteve em tarde sim e, com André Rei (no contra-ataque), mataram o jogo e ajudaram o ABC a selar o triunfo (23x18).
A nível individual, Miguel Baptista (7) e André Rei (5) foram os artilheiros do conjunto bracarense, enquanto Alexandre Cavalcanti (5) foi o elemento mais concretizador dos homens da capital.





