Ou seja, antes de Bas Dost e depois de Bas Dost. O holandês voltou à competição e não precisou de muito para fazer a diferença. Num jogo complicado e com tendência repartida, a eficácia do holandês distinguiu o querer e o poder. Tudo somado e nesta altura o Sporting pode voltar a sonhar com o título.
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Antes de Bas Dost...
Havia remendos do lado flaviense, com Perdigão a fazer de Matheus Pereira e Nuno André Coelho na vaga de Domingos Duarte, mas ainda mais os havia do lado leonino. Optando por adaptar dois médios a lateral (Battaglia à direita, Bruno César à esquerda), Jorge Jesus sabia que tal obrigava a um período de adaptação da sua equipa e que poderia ser aproveitado pelo adversário. E assim foi.
No primeiro quarto de hora, o Chaves foi melhor, com mais intensidade e mais certezas para onde queria ir. Só que, da vez que pôde chegar lá, Rui Patrício foi gigante a impedir o golo a William.

15 minutos para cá, 15 minutos para lá e depois outros 15 de equilíbrio, outra vez com o perigo a rondar as duas balizas sem que a rede balançasse. Em suma, a um jogo interessante faltava acrescentar golos, pois claro.
Só que para isso era preciso quem os soubesse fazer. E, no arranque da segunda parte, o Chaves bem voltou a tentar, só que novamente sem o acerto que Luís Castro pretendia. E eis que tudo mudou logo depois...
Depois de Bas Dost
Jorge Jesus precisava da vitória. Porque o desaire do FC Porto fazia regressar a crença pelo título e porque, a duas jornadas da ida a Braga, tornava-se muito perigoso um novo desaire. Por isso, teve de ir ao banco buscar a diferença.

A resposta do Chaves foi novamente boa e capaz, só que Rui Patrício foi uma barreira quase intransponível. Viria a sofrer o golo flaviense já perto do fim, mas numa altura em que Dost, então com o pé, já tinha feito o 0x2.
Um fim que premiou a maior qualidade individual do Sporting e que castigou a ineficácia de um Chaves que talvez merecesse mais qualquer coisa.










