Portugal carimbou o acesso para a final de sábado depois de bater por 1x0 a Holanda, num jogo onde foi superior e no qual poderia ter conseguido uma vantagem bem mais confortável. Gedson fez o golo português, num duelo em que os guarda-redes estiveram em destaque.
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Questão de luvas
Foi numa abordagem incompleta do guarda-redes e capitão Justin Bijlow que a Holanda viu Portugal adiantar-se, num belo trabalho de Gedson Fernandes que também teve esse contributo. Um golo a meio da primeira parte e numa altura em que Portugal já era a melhor equipa em campo.
Faltava uma coisa aos holandeses: presença na área. Algo em que Portugal não foi muito melhor, embora tenha sabido chegar ao destino numa fase de ascendente, com muito de Quina, Djú e João Filipe.
Apesar de com algumas precipitações, a defesa lusa ia tratando bem os problemas que lhe eram criados e só num se expôs: nos descontos do primeiro tempo, um grande passe isolou Nunnely, mas Diogo Costa saiu de forma perfeita da baliza e da área para fazer a mancha e levar a vantagem para o intervalo.
Se Bijlow falhou no golo sofrido, foi ele o principal responsável para que a segunda parte tivesse o resultado em aberto durante tanto tempo. Em duas ocasiões, ganhou o duelo a João Filipe. O camisola 7 fez tudo bem, menos enganar o guarda-redes contrário. Noutra, teve idêntica eficácia perante Rui Pedro.
Mesmo assim, era Portugal a melhor equipa e a que mais perto estava do golo no segundo tempo. A frescura holandesa sucumbiu mais rapidamente e, também pela necessidade de ter de ir atrás no resultado, ficou mais exposta - mesmo sem as subidas dos laterais, o que também condicionou a produção ofensiva.
Desperdício e gestão
Observar o jogo quase sempre convidava ao otimismo nacional. Portugal era melhor, estava melhor e beneficiava de muito maior clarividência, com o decorrer do encontro.
O minuto 85 foi exemplificativo disso, mas também de um desperdício que podia ser fatal, já que quatro homens na frente, em posição privilegiada, não conseguiram o golo que se justificava.
A questão é que, como já dissemos, a Holanda cada vez conseguia menos. Ao recuo de Portugal nos últimos minutos, não resistiu à tentação do jogo direto, que em nada deu. E Portugal ganhou.






