Argentina e Bolívia mediram forças no último jogo da fase de grupos da Copa América. Com a passagem para os quartos-de-final garantida, a formação argentina carimbou uma vitória sem grandes dificuldades.
Sem tirar o pé do acelerador
Sem somar qualquer ponto nesta fase de grupos, não era difícil adivinhar o que esperava a Bolívia neste encontro com a Argentina. Amorfa, claramente inferior e desorganizada, não se livrou de uma última derrota.
Pode dizer-se que era tudo deles. Porque era, de facto, e logo desde início. Com uma entrada tranquila e com algumas poupanças no onze inicial, a Argentina não tardou em impor o seu jogo e somar. Lamela disparou o primeiro tiro e, dois minutos depois, Lavezzi o segundo.
Sem grandes argumentos – praticamente nenhuns – a Bolívia não conseguia reagir à desvantagem. A equipa limitava-se a ver jogar a Argentina, sem criar grandes dificuldades e com grandes problemas defensivos, mesmo com três centrais.
Velocidade, agressividade e perigo. Já a vencer por 3x0 - Cuesta marcou aos 32 minutos -, a Argentina recusava-se a tirar o pé do acelerador que só reduziu com o apito para o intervalo.
Gestão de jogo e um Messi apagado
Com um ritmo mais baixo e já com Messi em campo – entrou no início do segundo tempo – a seleção argentina geria o encontro, com uma troca de bola mais longe da baliza adversária.
Sempre que Messi pegava no esférico, as bancadas ficavam eufóricas. O jogador do Barcelona tentou chegar ao golo mas desta vez, com um ritmo mais baixo e pouca inspiração, não conseguiu, para desilusão dos adeptos.
Sem sair da toca, a preocupação da Bolívia era única: não deixar a Argentina marcar mais golos, mesmo que isso significasse colocar uma linha de seis jogadores na defesa nas ofensivas argentinas.
Com oportunidade para marcar mais golos do que aqueles que apontou, a formação de Gerardo Martino geriu o jogo até ao apito final. Uma vitória de 3x0 carimbou o último jogo desta fase de grupos.






