Estreia emperrada do Brasil na edição centenário da Copa América. A seleção «canarinha» não foi além de um empate sem golos frente ao Equador, esta madrugada, no Rose Bowl, em Pasadena, na jornada um do Grupo B.
Jonas solitário foi presa fácil
Como era expectável, Jonas teve lugar no 11 brasileiro mas o avançado do Benfica acabou por ser vítima de um sistema que o «abandonou» aos centrais equatorianos. A ideia de Dunga passava por colar Philippe Coutinho a Jonas no momento ofensivo, mas o jogador do Liverpool raramente conseguiu ser esse segundo homem de área.
É verdade que o Brasil entrou bem no jogo. Pressionou (muito) na primeira parte e teve em Willian o seu melhor elemento, com alguns rasgos que abanaram a defensiva do Equador. Mas faltou sempre uma maior objetividade na zona de «tiro», onde Jonas se mostrou sempre disponível para participar no jogo mas raramente conseguiu ser perigoso.
«Frango» seria - e foi - o momento do jogo
Um desvio de Coutinho (6') para uma defesa fantástica de Dreer e um desvio de Jonas (15') que saiu ao lado foi o melhor que o Brasil produziu, apesar de momentos de bom futebol. E aos 66 minutos só não ficou em desvantagem porque a equipa de arbitragem errou e «livrou» Alisson de um frango monumental após um remate de Enner Valencia.
Esse acabou mesmo por ser o momento do jogo, porque perante o nulo final marcou negativamente a história do jogo. O avançado do West Ham United jogou a bola ainda dentro do retângulo de jogo e, de ângulo apertadíssimo, fez um cruzamento/remate que apanhou Alisson a «dormir»; o guarda-redes da AS Roma sofreu um frango daqueles, mas acabou salvo pelo erro da equipa de arbitragem chilena.
Por essa altura já Jonas tinha saído (61') para ceder o lugar na frente a Gabriel. Era Dunga a tentar desbloquear a previsibilidade e impotência brasileira na frente; aos 75' trocou Willian por Lucas Moura, mas a segunda parte do «escrete» foi em linha descendente, permitindo que o Equador controlasse os danos e ainda chegasse com algum perigo à frente.
Entre o maior domínio brasileiro e os apontamentos equatorianos, Lucas Moura ainda esteve perto do golo (83'), mas o 0x0 persistiu teimosamente no mítico Rose Bowl, nos arredores de Los Angeles, onde o Brasil - capitaneado por Dunga - conquistou o título Mundial em 1994. Em relação à Copa América, escapa desde 2007 ao «escrete» e a entrada na edição de 2016 não foi a melhor.






