Órfão da sua «estrela» maior, o Brasil provou que há vida para lá de Neymar. Este domingo, diante da Venezuela, a vitória por 2x1 chegou para confirmar os quartos-de-final da Copa América e o 1º lugar no Grupo C.
O universo «canarinho» viveu abalado pela polémica em torno do astro do Barça, afastado por quatro jogos após a confusão frente à Colômbia. Muito se falou, muito se discutiu mas a melhor resposta a tanto barulho foi mesmo dada dentro de campo, ainda que nem sempre com nota artística e uma ponta final em sofrimento.
Robinho acabado? Nada disso
Jogos pelo Brasil: 142 CAFÚ 126 R.Carlos 111 Djalma Santos 105 Lúcio 104 Taffarel 100 ROBINHO #playmaker #Chile2015
— playmaker stats (@playmakerstats) 21 junho 2015
E o que dizer do substituto de Neymar? Robinho, esperança de outros tempos, foi resgatado por Dunga para a primeira fila do «exército» brasileiro e disparou como poucos, numa noite especial para o jogador do Santos: foi a 100 internacionalização pelo «escrete», ele que não aparecia desde a última Copa América, em 2011, quando o Brasil caiu aos pés do Paraguai.
Foi do pé direito do ex-Real Madrid e AC Milan que saiu a «redondinha» para o golo de Thiago Silva, logo aos nove minutos. Robinho bateu o canto perfeito e o defesa central do Paris SG entrou com a determinação inabalável de um (ex)-capitão para fuzilar Baroja, que aos 49 minutos tirou novo golo ao central brasileiro na sequência de um canto.
Willian entregou a decisão a Firmino
Entrada segura e altiva do Brasil e Robinho parecia um garoto à solta numa praia bem conhecida, não fosse ele o sexto mais internacional de sempre por aquelas bandas. Aos 16 minutos podia ter levantado o estádio em Santiago do Chile, mas aquela bola saiu uns centímetros acima de um regresso de sonho.
Sem Neymar, havia Robinho, que perto do intervalo recuperou as famosas «bicicletas» para pedalar em direção à área venezuelana; chegado ao destino serviu Willian mas este ficou-se pela ameaça. Willian estaria bem melhor na assistência, aos 52 minutos, numa mudança de velocidade estonteante na esquerda para, de «trivela», assistir Roberto Firmino para o 2x0.
Venezuela sonhou, quando mais ninguém o fazia
A Venezuela, que até tinha surpreendido ao vencer a Colômbia, acabou por ficar de fora da próxima fase da Copa América. Esta noite não passou de alguns apontamentos de rodapé, mas ainda teve direito a sonhar na última meia dúzia de minutos depois do golo de Miku (84') numa recarga a um livre soberbo de Juan Arango que Jefferson só conseguiu defender para o poste.
Os venezuelanos acreditaram no empate que valeria o apuramento e Miku, aos 92 minutos, falhou por centímetros uma bola que podia ter mudado o destino desta história, mas a esperança passaria em vão e o 2x1 não se alterou. Nos quartos-de-final o Brasil defronta o Paraguai e a Colômbia mede forças com a Argentina.





