Quem viu a Colômbia contra a Venezuela e agora contra o Brasil percebe que a seleção orientada por José Pekerman mudou e mudou para bem melhor. Já quem compara as exibições do Brasil contra o Peru e os colombianos percebe que pouco se alterou. Mas a equipa de Dunga precisava igualmente de melhorar muito, pois viver às custas da genialidade de Neymar nem sempre dá bom resultado. Foi o que aconteceu.
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A Colômbia, depois de ter sido derrotada na jornada inaugural pela Venezuela, mostrou frente ao Brasil a determinação de querer continuar na Copa América. A seleção colombiana, liderada dentro de campo por James Rodríguez e Juan Cuadrado, alcançou um triunfo justo sobre os canarinhos após uma exibição que assentou em dominar na primeira parte e tentar gerir o resultado na etapa complementar.
O golo que decidiu o jogo foi da autoria de Jeison Murillo e surgiu a dez minutos do intervalo, numa altura em que a Colômbia estava claramente por cima e na sequência de um lance de bola parada em que a defesa brasileira foi demasiado permissiva, permitindo o remate certeiro do defesa-central de 23 anos. O Brasil claramente acusou o golo sofrido e até ao fim do primeiro tempo não conseguiu reagir, enquanto os colombianos, pelo contrário, ainda criaram ocasiões que podiam ter dilatado o resultado.
Ao intervalo a Colômbia estava com inteira justiça na frente do marcador, depois de uma primeira parte em que o domínio esteve do seu lado. O Brasil, cujo último jogo que tinha ganho para a Copa América após ter chegado ao intervalo em desvantagem tinha sido há 14 anos, estava obrigado a mudar e Dunga procurou fazê-lo, operando uma substituição antes de começar a etapa complementar. No entanto, a entrada de Philippe Coutinho para o lugar de Fred não resultou.
Tal como acontece na maioria dos jogos do Brasil, Neymar foi quem tentou ser o desequilibrador de serviço, mas o craque do Barcelona esteve claramente em noite pouco inspirada perante uma defesa colombiana que esteve em bom plano, nomeadamente na forma como se manteve organizada e coesa perante os ataques brasileiros. Aliás, a melhor, e praticamente a única, ocasião que o Brasil teve para empatar foi «oferecida» num lance de desconcentração (Murillo teve um mau atraso para Ospina). Só por mero azar é que o golo não aconteceu, pois Firmino rematou por cima quando tinha a baliza escancarada à sua frente.
Mas até final não se registou mais nenhuma situação de golo de parte a parte e o resultado, sem surpresa, não se alterou. O Brasil, mais com o coração do que com a cabeça, foi tentando chegar perto da baliza de Ospina. Porém, o selecionador colombiano, consciente do recuo da sua equipa com o decorrer da segunda parte, apostou nas entradas de Ibarbo e Carlos Bacca. Duas alterações feitas com o intuito de dar a frescura física necessária ao setor mais ofensivo de modo a pressionar a defesa brasileira e obrigá-la a cometer erros e que teve os efeitos desejados.




