O Benfica venceu e convenceu na receção ao Moreirense. Novamente com Jonas a brilhar na Taça de Portugal, a equipa de Jesus apresentou-se em alta rotação e apresentou, provavelmente, a melhor meia hora da época. Bom ensaio dos encarnados antes da ida à Rússia, perante a equipa de Miguel Leal, que não mostrou a mesma concentração que tinha mostrado na Luz para o campeonato.
Num arranque de jogo absolutamente fulgurante por parte do Benfica, os golos de Jonas materializaram esse ascendente inicial, tranquilizaram a equipa e galvanizaram os jogadores para uma excelente prestação no primeiro tempo.
Jorge Jesus tinha dito, na antevisão da partida, que a pausa tinha sido boa para a equipa e a demonstração prática não podia ter sido melhor. Derley e Jonas entenderam-se perfeitamente no ataque, Enzo e Gaitán voltaram enérgicos depois da presença na seleção da Argentina, Salvio continuava no registo positivo que tem vindo a apresentar ao longo da época.
Todos estes fatores permitiram que as presenças de Cristante e de Benito no onze encarnado fossem, no ponto de vista da exposição ao erro, minimizadas. Confiante, o Benfica cavalgava de forma contínua sobre um adversário que acusou muito o início de jogo e que demorou cerca de meia hora até acertar os posicionamentos e crescer na agressividade.
Isso numa altura em que o marcador já estava em 3x1, depois de Salvio ter ampliado e de Cardozo ter reduzido, no único erro defensivo da águia na primeira parte. André Almeida desconcentrou-se no tempo de recuo a um livre lateral e colocou em jogo o avançado paraguaio, que bateu Júlio César.
Além da grande primeira meia hora das águias, ficava também na retina a tendência de Jonas para a Taça de Portugal, depois de ter sido o herói na Covilhã com três golos.
Poupança argentina
Para este desafio, o brasileiro teve que repartir o protagonismo visível com Salvio, pois o argentino também esteve em noite 'sim' e fechou qualquer dúvida que ainda pudesse existir sobre o vencedor da eliminatória quando fez o 4x1 aos 57 minutos.
Sem grande história a partir de então, valeram os últimos minutos para ver Samaris, Ola John, Cristante e Benito ganharem confiança e para perceber que Talisca regressou da seleção com grande fome de golo, tanta que até se precipitou várias vezes na hora de finalizar.










