No jogo de apresentação aos seus adeptos, o FC Porto venceu o Aston Villa (2-1). William Gomes e Pepê marcaram os golos azuis e brancos, numa partida em que a receita para o sucesso foi a mesma de 2025/26: pressionar, controlar e ter paciência com bola.
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André Silva regressou ao Dragão, Eustáquio idem, enquanto Hwang Inbeom foi o único em estreia na casa do FC Porto. Diante de uma equipa de Champions, o FC Porto apresentou-se num registo muito similar ao que teve sucesso em 2025/26. O resultado será o mesmo?
Sem surpresas, de todo
A apresentação do plantel do FC Porto não teve surpresas e a estratégia de Francesco Farioli idem. O técnico italiano apresentou a equipa tipo dos dragões mediante os disponíveis: Cláudio Ramos ocupou o lugar de Diogo Costa, Pablo Rosario entrou à direita na defesa por problemas físicos de Martim e Alberto, Pepê ocupou o lado esquerdo do ataque e André Silva - único reforço no onze - foi o avançado escolhido.
O FC Porto entrou confiante chegou à vantagem cedo no jogo, na sequência de um lançamento lateral. Zaidu lançou longo, apareceu um corte dos ingleses e a bola sobrou para a zona do penálti, onde William Gomes estava solto de marcação. De pé esquerdo, o brasileiro marcou o primeiro golo do Estádio do Dragão em 2026/27.

Os azuis e brancos entraram fiéis à imagem deixada em 2025/26. Pressão alta e agressiva, muita capacidade de reagir à perda da bola e a tentar esticar a equipa adversária. O Aston Villa - com muitos jogadores de segunda linha - arriscou no momento de construção e a equipa da casa aproveitou para recuperar bolas perto da baliza contrária.
Depois do quarto de hora inicial, essa superioridade caseira esfumou-se. O Villa conseguiu sair mais desde trás e começou a partir a equipa azul e branca, que foi obrigada a correr muitos metros para trás. Isso, aliado a alguns erros técnicos - naturais da pré-temporada -, ofereceu o empate ao Villa. Zaidu e Kiwior - o sinal menos da primeira parte - erraram passes em zona proibida e Lynch aproveitou para fazer um golo de belo efeito.
O golo sofrido não criou mazelas e os dragões voltaram a crescer por volta do meridiano do primeiro tempo. Porém, a boa reação à perda azul e branca esbarrava na facilidade com que perdiam a bola sem pressão. A intenção parecia a melhor, as pernas não acompanhavam o pensamento.
A acabar o primeiro tempo, vantagem restabelecida. Um livre lateral de Gabri Veiga saiu desviado na defensiva dos Villans e Pepê, de primeira, restabeleceu a vantagem azul e branca.
@Catarina Morais / Kapta+Controlar sem forçar

Para o segundo tempo, a única coisa que mudou no FC Porto foi o equipamento: voltaram os onze intervenientes que começaram a partida. Do outro lado, Emery lançou três - entre eles o brasileiro João Gomes, reforço da equipa de Birmingham.
O FC Porto foi-se mantendo mais sólido, a controlar a posse e sem correr muitos riscos no capítulo ofensivo. Perante a pressão alta portista, o Aston Villa sentiu dificuldade em chegar a zonas de decisão. As primeiras alterações nos dragões apareceram perto dos 70´. Mora, Borja Sainz e Gul foram chamados a jogo, rendendo Gabri Veiga, William Gomes e André Silva.
No último quarto de hora, o final habitual dos jogos de preparação. As alterações tiram ritmo ao jogo, os jogadores demoram a entrar no jogo e os outros já estão em fadiga.
Destaques para a estreia de Hwang Inbeom, o regresso de Eustáquio ao Dragão e para a adaptação de Nehuén Perez como lateral direito
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Victor Froholdt (FC Porto): O normal, que é acima da média. O dinamarquês parece já não estar em pré-temporada, tal é a sua capacidade para pressionar, recuperar e dar soluções ofensivas à equipa.
André Silva (FC Porto): Não foi muito bem servido, mas nota-se que é diferente no trato da bola. Liga bem em apoio - upgrade claro em relação aos concorrentes a jogar de primeira -, e mostrou-se muito forte na pressão. Não dispôs de oportunidades de golo.
Incidentes: O filme do jogo




