A exibição foi de altos e baixos, mas suficientemente positiva - especialmente no capítulo ofensivo e da pressão - para o Sporting se apresentar da melhor forma perante os seus adeptos, vencer o Monaco por 2-0 e ficar com o Troféu Cinco Violinos em casa.
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Meses depois, o voltava a Alvalade, com toda uma nova identidade imagética, mas não só. As bancadas pintaram-se de adeptos e cedo se viu novidade na Curva Sul, com as claques unidas no apoio à equipa, cantando em uníssono - uma novidade para esta época.
Para o famoso , após a habitual apresentação da equipa, apostou num onze inicial bem diferente do que era habitual na época passada - fruto das várias mexidas -, mas com uma identidade muito própria. Ao contrário do visto na maioria dos jogos até aqui, Issa Doumbia surgiu no duplo pivot do miolo, ao lado de , mas com grande liberdade posicional ofensiva, para se juntar ao ataque.
Com bola, a equipa foi usando o «pivot» para tentar ter um dinamismo na frente. surgiu nas costas do avançado, mas ia deambulando para o meio, tentava apoiar o miolo e e iam tentando impor a sua criatividade nas alas. Ainda longe do ideal, mas, nos primeiros minutos, esboçou-se algum daquele futebol tricotado que tanto se viu na época passada, mesmo que num ritmo distinto e com intervenientes bem diferentes - o único «sobrevivente.»
Sem bola, por sua vez, a pressão era alta e zonal - quando chegava aos alas do -, sem receio de ser mais duro para impedir progressões. e tinham ordem para pressionar alto e ir atrás de ou - o que, por vezes, dava espaço nas costas -, mas era quem se ia destacando pela disponibilidade física - embora fosse o cérebro posicional.
No entanto, os leões foram perdendo algum fulgor dessa pressão - já depois de algumas boas chances, incluindo uma bola ao poste de Geny Catamo - e a circulação abrandou. Nessa fase, até baixou no terreno para tentar facilitar a ligação, mas a equipa não conseguiu reativar esse dinamismo - e Geny «desapareceram» nas alas.
Por forma a revitalizar o ataque, ao intervalo, mexeu - como esperado de um jogo deste cariz, onde até apresentaram o novo equipamento alternativo - e fez entrar - muito aplaudido, quiçá a fazer a sua despedida -, e o reforço . Isto libertou para a ala esquerda e trouxe nova vida às asas leoninas, até porque Luís Guilherme entrou bem.
À imagem da 1ª parte, o entrou associativo, a aproximar-se do visto na época passada, e isso libertou a equipa. O esperado golo inaugural chegou, por fim, aos 54', com a responder, de cabeça, da melhor forma a um belo cruzamento de Luís Guilherme na direita.
A partir daqui, começou a inevitável «dança» das cadeiras, com várias substituições, o que mudou um pouco a figura do jogo. No entanto, o reforço leonino teve espaço para brilhar a, aos 68', recebeu na esquerda da área, puxou para o direito, levantou a cabeça e rematou cruzado para o 2-0, antes de a bola beijar o poste. Que estreia em Alvalade e logo com o mesmo número que um tal de se havia estreado, há décadas.
Até final, o Sporting esteve claramente por cima e até «namorou» o 3-0, com uma bola à barra, mostrando potencial nas novas dinâmicas da equipa, apesar das muitas mexidas e novidades implementadas. Falta apenas um jogo de preparação antes do arranque da nova época.
(Em atualização)
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Rafael Nel (Sporting): voltou a ser o eleito para a titularidade - com Ioannidis e Luis Suárez a começar no banco - e fez um belo trabalho de pivot ofensivo. Segurou, rodou, libertou para os colegas e foi permitindo uma boa fluidez ofensiva na melhor fase da equipa. Fez um grande passe a desmarcar Flávio Gonçalves, aos 17', na cara do golo, mas também foi perdulário, aos 13', quando o isolaram, acabando por se redimir com um bom golo na 2ª parte;
Sergi Altimira (Sporting): embora com uma personalidade bem distinta - à primeira vista, pelo menos -, futebolísticamente falando, tem muitas semelhanças ao seu antecessor. É o cérebro da equipa a nível posicional no meio campo e vai tentando ditar os ritmos da construção, na primeira fase ou mais adiantado. Teve menos chegada à área oposta que em outros jogos, mas foi sempre muito certinho na marcação e capítulo defensivo;
Luís Guilherme (Sporting): é um extremo bem diferente de Geny Catamo, mas a sua verticalidade pode resolver muitos jogos. Entrou bem, faz uma bela assistência e foi combinando bem com Vagiannidis até o grego sair. Com as muitas mexidas, foi tendo menos bola;
Jesse Derry (Sporting): voltou a merecer a confiança e entrou para a ala esquerda. Começou discreto e com pouca bola, mas teve um momento delicioso, com um belo remate cruzado aos 68', que culminou no 2-0. Que bela estreia em Alvalade;
O árbitro
O árbitro Hélder Carvalho teve uma exibição sóbria, sem percalços.
Incidentes: O filme do jogo







