A primeira aparição pública de Gil Vicente e FC Porto em 2026/27 ameaçou severamente o nulo, não fosse a frieza de Arthur Tchaptchet (1-0). No jogo de apresentação aos sócios, os minhotos souberam suster as dificuldades iniciais impostas pelo campeão nacional, mostrando bons pormenores. Já os dragões pecaram pela falta de eficácia na reta inicial, deixando, mesmo assim, boas indicações para a apresentação prevista para sábado diante do Aston Villa.
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No primeiro olhar atento dos adeptos perante as novas versões de galos e dragões, Luís Pinto e Francesco Farioli optaram por uma diferente gestão de recursos. Com quase uma semana de preparação para a apresentação aos sócios, o técnico dos barcelenses apostou, ao que tudo indica, na equipa que mais garantias dará na abertura do campeonato.
Uma suspeita que a valia do adversário também pode ajudar a credenciar. As apostas nos «habituais» Facundo Cáseres, Buatu, Santi García ou Murilo Souza, mas também os reforços, Ricardo Esgaio, Andreas Lausen, David Moreira ou Walace França mostraram bons sinais.
Já os azuis e brancos surgiram sem a presença de nomes de peso como Jakub Kiwior, Bednarek, Gabri Veiga ou André Silva. Alan Varela e Froholdt mantiveram intacta a «casa das máquinas» que devolveu os da Invicta ao título na última época, enquanto William Gomes, Rodrigo Mora e Borja Sainz apareceram no apoio a Deniz Gül.
Na baliza, João Costa regressou à cidade-natal na condição de titular.
Golo pairou sobre Lucão
Sobre estas bases, os dragões cedo apertaram a malha, encontraram o espaço que pretendiam no meio-campo defensivo dos anfitriões e dificultaram muito a vida dos minhotos. Dominik Prpić obrigou Lucão a uma defesa apertada na sequência de um canto, Rodrigo Mora atirou a contar com perigo (mas em fora de jogo) e Borja Sainz voltou à carga com um tiro a sair ao lado das redes.
Em apenas 13 minutos, os campeões nacionais demonstravam credenciais e volume de jogo para uma vantagem confortável que teimava em não surgir.

Do quarto de hora em diante, o ritmo das ameaças abrandou, os gilistas conseguiram a espaços estabilizar no miolo, mas mantiveram-se praticamente inofensivos, mesmo com as tímidas investidas de Joelson Fernandes, Murilo e Ricardo Esgaio. A essa melhoria, muito ajudou o nivelar de forças no miolo: Cáseres e Lausen - em duelo dinamarquês com Froholdt - ajustaram o que de errado havia e finalmente foram capazes de ligar o jogo para o novo camisola 10, Santi García.
Até ao descanso, Deniz Gül desperdiçou a solicitação de Francisco Moura, cabendo aos galos terminar por cima: Elimbi cheirou o golo de cabeça, enquanto Walace França viu Carlos Macedo invalidar-lhe a estreia oficiosa a marcar uma falta vislumbrada antes da finalização do ex-Athletico Paranaense.
Gil melhorou, Tchaptchet confirmou o triunfo
Gil Martins ficou perto do golo - bela estirada de João Costa -, enquanto Carlos Eduardo deslumbrou-se no espaço encontrado para o contra-ataque e retirou condições para Murilo Souza fazer a diferença. Sintomas inequívocos do crescimento dos galos, que tiveram em Zé Carlos e Carlos Eduardo os principais protagonistas na subida de rendimento.

Com o passar dos minutos e fruto das muitas substituições efetuadas - Diogo Prioste foi destaque na estreia perante os adeptos gilistas, Tiago Andrade e Eduardo Ferreira foram as primeiras opções lançadas por Farioli - o jogo perdeu sentido de baliza, apesar de algumas ligações interessantes dos da casa.
Até ao fim, Agustín Moreira, Tiago Andrade e Zé Carlos ainda a partir da meia distância, o nulo teimava em permanecer, até que Arthur Tchaptchet, de cabeça e sobre o canto do cisne, fixou o empate final.
Grande festa nas bancadas, a destoar com o (raro) silêncio proveniente da zona onde moraram os adeptos portistas.
Incidentes: O filme do jogo







