A exibição esteve longe de ser estonteante, mas uma ligeira melhoria no arranque da 2ª parte chegou para um SC Braga, de serviços mínimos, vencer na Sérvia, o Zeleznicar Pancevo, por 0-1. Os bracarenses dão um pequeno passo no seu objetivo europeu.
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O SC Braga dava o pontapé de saída oficial no futebol português na Europa e visitava os sérvios do Zeleznicar Pancevo, na 1ª mão da 2ª pré-eliminatória da Conference League. Era o primeiro teste de fogo para os minhotos.
A jogar fora de portas, num modesto, mas bem composto, Sportsko-Rekreativni Centar Mladost, em Pancevo, os Gverreiros até entraram bem, a pressionar alto, e isso causou evidentes dificuldades a um Zeleznicar que tentava construir a partir de trás, mas tinha as suas evidentes dificuldades. De resto, os bracarenses quase marcaram logo aos 7', fruto dessa recuperação alta, em plena área adversária.
No entanto, a verdade é que a intensidade dessa pressão foi baixando e as linhas também. Ofensivamente, o SC Braga foi-se perdendo um pouco, abusou da alternativa do cruzamento, que quase nunca tinha a devida referência na área para lhes responder, até porque o espanhol Pau Victor ia deambulando, nos seus movimentos de rutura, para a direita. Mas não havia a devida compensação posicional.

Isso tornou os comandados de Carlos Vicens bastante inofensivos, face à pouca acutilância com bola, ao longo da 1ª parte - o guarda-redes Zoran Popovic foi mero espetador. Do outro lado, embora bem menos rico tecnicamente, o Zeleznicar foi sendo paciente com bola e até criou a melhor chance da 1ª parte, testando, de meia distância, Lukas Hornicek, aos 30'.
Ao intervalo, Vicens tentou melhor essa agressividade com bola e fez entrar o reforço Gabriel Silva, assumindo uma frente mais fixa, com Ricardo Horta na posição do ponta de lança. O SC Braga voltou mais intenso, com e sem bola, a pressionar mais bola e a circular mais rápido e isso fez bem ao jogo, que ficou mais aberto. A turma lusa podia ter marcado logo a abrir, num canto, mas foi de grande penalidade, aos 65', pelo capitão Horta, que fez o desejado 0-1.
Como seria de esperar, este golo acelerou as intenções do Zeleznicar, até porque o técnico Radomir Kokovic tentou dar maior apoio ofensivo a Simão Pedro e Sylvester Jasper - duas caras conhecidas do futebol português - e isso trouxe mais espaço para circular no miolo. Do outro lado, Vicens respondeu e deu nova vida ao seu meio campo, precisamente para controlar melhor essa zona do campo e respirar com bola, até porque a turma sérvia ia demonstrando algum desgaste físico.
Numa primeira fase, apesar do resultado curto, o jogo parecia relativamente controlado para o SC Braga, mas o Zeleznicar não baixou os braços e a entrada de Aleksa Kuljanin para a ala direita deu vida (e velocidade) aos sérvios. De resto, o extremo sérvio foi uma autêntica dor de cabeça nos últimos 10 minutos, guiou a equipa para o ataque e criou um par de enormes oportunidades, que obrigaram Hornicek a brilhar.
Foi preciso o SC Braga sofrer um pouco e ver-se obrigado a gerir os timings do jogo na ponta final, mas o SC braga segurou a vantagem mínima nesta 1ª mão. A 2ª mão está agendada para o próximo dia 30 de julho, em Braga, com pontapé de saída agendado para as 20 horas de Portugal Continental.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Ricardo Horta (SC Braga): o capitão esteve longe da melhor exibição, mas foi decisivo. Esteve mais na zona do ponta de lança e perdeu com a menor mobilidade;
Lukas Hornicek (SC Braga): no geral, teve um jogo tranquilo, mas voltou a mostrar que está num nível altíssimo, quando foi necessário. Na ponta final, impediu males maiores;
Pau Victor (SC Braga): foi sendo o elemento mais atrevido no ataque, tanto a deambular, como a atacar a profundidade na direita, mas pareceu faltar-lhe apoio para fazer algo mais
O árbitro
O turco Mehmet Turkmen teve uma exibição coesa e coerente. Boa decisão na grande penalidade assinalada a favor do SC Braga.
Incidentes: O filme do jogo







