A Bélgica bem lutou com as armas que tinha - Debast e Amadou Onana lesionados; Tielemans com problemas físicos no aquecimento e Courtois a ter de sair durante a partida -, mas acabou vergada por uma Espanha dominante e eficaz (2-1), que contou ainda com a estrela de Mikel Merino ao cair do pano.
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Eficácia máxima
O encontro arrancou com uma seleção espanhola mandona e instalada no meio-campo ofensivo, ao passo que a formação belga fechou-se num bloco mais baixo, à espera do momento certo para contra-atacar. Talvez por isso, Rudi Garcia apostou nas titularidades de Kevin De Bruyne e Doku, mas a dupla não mostrou a capacidade para ferir o conforto dos nuestros hermanos.

Assim, a turma de Luis de la Fuente - que surpreendeu ao deixar Pedri no banco - foi rondando a área adversária com afinco; porém, sem causar qualquer perigo. A história mudou à meia hora e, na primeira oportunidade, Fabián Ruiz inaugurou o marcador: a aposta arrojada do selecionador estava no sítio certo e à hora certa para desviar a recarga ao disparo de Dani Olmo.
A toada manteve-se até bem perto do intervalo, com Yamal a rematar de livre para uma bela defesa de Courtois. No entanto, os diabos vermelhos responderam na mesma moeda: na única grande oportunidade, Castagne cruzou com conta, peso e medida para o cabeceamento certeiro de Charles De Ketelaere, que se antecipou a Cubarsí e encerrou a impressionante série de zero golos sofridos pela La Roja na competição.
Sorte de uns, azar de outros
Já na etapa complementar, os dois conjuntos apresentaram-se num ritmo mais alto e com mais predisposição na procura pela baliza. Dessa forma, o jogo abriu totalmente, com as duas nações a mostrarem-se mais atrevidas.
Maxim De Cuyper, após uma bola perdida na esquerda da área, atirou em força às malhas laterais. Mais tarde, Yamal serviu Oyarzabal com um passe açucarado, mas o avançado falhou em bater o guardião belga. Entretanto, começaram também as mexidas a partir dos bancos, onde se destaca a alteração forçada de Courtois.
A verdade é que depois desse momento, a equipa belga voltou a recuar linhas face a alguma desconfiança. Por sua vez, os nuestros hermanos sentiram o cheiro a sangue com Lammens entre os postes e passaram a carregar imenso. A forte pressão funcionou mesmo, na sequência de um erro grosseiro do guarda-redes e do faro apurado de Merino, que voltou a vestir a pele de carrasco.
À primeira instância, Cubarsí até arriscou de meia-distância com pouca convicção; porém, Lammens largou o esférico para zona proibida e viu o médio espanhol encostar para o tento que selou a passagem às meias-finais do Mundial - segue-se a França na próxima fase.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Mikel Merino (Espanha): à semelhança do que fez diante de Portugal, o médio espanhol entrou para decidir. Vai ganhando preponderância como o super-sub desta edição do Mundial.
Jérémy Doku (Bélgica): grande exibição do extremo belga, tanto a atacar como a ajudar no processo defensivo. Foi uma autêntica dor de cabeça para Pedro Porro e foi a principal arma dos diabos vermelhos.
Lamine Yamal (Espanha): o jogo ofensivo espanhol passou sempre pelos pés do jovem astro. Muito forte nas combinações e nas jogadas individuais, só pecou no último toque.
Senne Lammens (Bélgica): a tarefa de substituir Courtois nunca é fácil, ainda para mais a meio de uns quartos-de-final do Mundial. Ainda assim, teve influência direta no resultado, ao não conseguir agarrar aquele remate de longe de Cubarsí.
O árbitro
Partida sólida do árbitro Michael Oliver. O inglês controlou bem os ânimos e deixou o jogo jogar. Fica apenas a questão de uma possível penálti para a Bélgica, após corte com o braço de Rodri, mas foi muito à queima.
Incidentes: O filme do jogo






