Os oitavos de final do Mundial pareciam não querer terminar, já que este derradeiro confronto foi disputado entre duas equipas determinadas a manter-se vivas à custa do próprio espetáculo, com o nervosismo a falar muito alto, mas no fim a festa foi helvética - estão nesta fase pela primeira vez desde 1954!
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No calor de Vancouver, a Suíça e a Colômbia não foram além do nulo durante 120 minutos de futebol e foi preciso chegar ao desempate por grandes penalidades para encontrar um (justo) vencedor. Eliminados, os cafeteria merecem elogios pela consistência defensiva de quem sofreu apenas uma vez em cinco jogos.
Fica assim fechado o alinhamento dos quartos de final, com a Suíça a encontrar a campeã do mundo Argentina. Seis das oito seleções que sobram são europeias.
Longa espera pelos golos
A dimensão da ocasião podia ter permitido futebol à altura da mesma, mas acabou por trazer algum medo a duas equipas que durante muito tempo não arriscaram muito ofensivamente.
Os suíços apostaram mais em jogar pelo corredor central e ferir através de bolas na profundidade, enquanto os colombianos apostaram em muito jogo pelos flancos com Luis Díaz e Daniel Muñoz. Ainda assim, os ataques foram limitados (também pela boa defesa a esses elementos) e as reais oportunidades ainda mais.

Ainda com o nulo no marcador, o tempo chegou ao fim. Isso ditou prolongamento entre duas equipas que nunca na sua história em Mundiais tinham saído vitoriosas dessa fase do jogo. O banco poderia ser chave e a Yakin, com a sua última substituição, colocou em campo Zeki Amdouni para ver o ex-Benfica aproximar-se muito do golo logo no primeiro minuto em campo.
Do outro lado do campo, Jamington Campaz desperdiçava a grande situação de golo do jogo. Isolado perante o guardião adversário, com a bola a saltitar, atirou o pontapé para as bancadas e condenou o jogo a penáltis.
Nesse momento do jogo a Suíça foi a mais consistente (apenas Akanji falhou) e contou com um espetacular voo de Kobel a negar o golo a Cucho Hernández. Davinson Sánchez também falhou.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Gregor Kobel (Suíça): Não foi um jogo rico em ocasiões de golo, mas o guarda-redes do Borussia Dortmund apareceu quando foi preciso ao longo dos 120 minutos e nos penáltis travou Cucho com um grande mergulho. Decisivo.
Granit Xhaka (Suíça): Sem fazer a exibição mais vistosa, o capitão não deixou de ser o elemento mais consistente de um meio-campo que cresceu com o decorrer do jogo. Deu o mote certo nos penáltis, também.
Luis Suárez (Colômbia): Davinson Sánchez, Cucho e Campaz foram os mais perdulários, mas também o avançado do Sporting se despediu do Mundial insatisfeito. Regressou ao onze mas não conseguiu ter impacto, voltando a ficar em branco. Na boa oportunidade de que dispôs, falhou por muito.
Incidentes: O filme do jogo








