Num jogo de sentido único, que poderia ter ido facilmente para números bem mais chamativos, Espanha foi intensa do início ao fim, mandona e dominou a Áustria, vencendo por 3-0, sem grandes sobressaltos. La Roja fica à espera de Portugal...ou Croácia.
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A fase de grupos tinha sido atribulada para ambas as seleções, mas Espanha e Áustria tinham conseguido chegar a esta fase a eliminar e defrontavam-se - num duelo europeu - por uma vaga nos oitavos de final. Daqui sairia o adversário de Portugal ou Croácia.
Apesar de Espanha ter o seu favoritismo, o conjunto austríaco entrou atrevido, com mais bola e a tentar explorar as costas dos defesas espanhóis, mesmo sem ter um meio campo conhecido pela sua verticalidade. Contudo, durou pouco.
Espanha começou a controlar bem essa profundidade e, perante isso, assumiu o jogo. Lamine Yamal era o desequilibrador e deu dores de cabeça - e rins - a Konrad Laimer, mas não era só isso. Dani Olmo aproximava-se de Oyarzabal para criar incertezas, Cucurella e Porro atacavam as alas e Pedri ia fazendo toda a máquina mexer, com passes de rutura e entre linhas que deliciavam os espanhóis e tornavam inevitável o aguardado golo.
Este chegou aos 36', depois de Pedri - sempre ele - ter desmarcado muito bem Cucurella na esquerda e este ter cruzado para o coração da área, rasteiro. Aí surgiu o goleador da era de De La Fuente, Oyarzabal, para fazer o 1-0. Seguiu-se um sufoco espanhol, com direito a bolas na barra e grandes defesas de Alexander Schlager. A Áustria não sabia o que fazer e 1-0 parecia curto ao intervalo.
Ralf Rangnick não estava claramente feliz com a forma como o seu meio campo estava a lidar com a fluidez espanhola e, ao intervalo, fez entrar o ex-SC Braga Florian Grillitsch e Carney Chukwuemeka, mas a verdade é que pouco melhorou no controlo do miolo. Espanha continuou muito forte no momento da reação à perda e a sufocar a Áustria, que não conseguia ligar o seu jogo por nada. Os austríacos, de resto, só mostraram alguma vida quando apostaram num ataque mais físico e apostaram na altura de Marko Arnautovic e Sasa Kalajdzic. Mas levaram com um balde de água fria.
É que, num dos poucos momentos positivos de Áustria, Espanha não baixou a pressão intensa e continuou a carburar. Chegou ao 2-0 aos 66', pela cabeça de Pedro Porro, na resposta a um cruzamento de Álex Baena na esquerda da área. Este golpe foi duro para a Áustria, que ficou ainda mais perdida em campo, apesar de ter apostado cada vez mais em cruzamentos, onde tinha vantagem de centímetros evidente.
Contudo, os austríacos foram sendo desgastados pela posse espanhola e parecia inevitável nova festa. O resultado final fechou-se aos 89', num passe espetacular de Cucurella - aproveitando uma defesa aos papéis - a desmarcar Oyarzabal na área para o 3-0. Com este resultado, Espanha avança para os oitavos de final, onde fica à espera do vencedor da eliminatória entre Portugal e Croácia, que se defrontam nesta madrugada de sexta-feira.
(Em atualização)
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Pedri González (Espanha): é um maestro e enche o campo. Faz jogar e joga como poucos e a equipa roda toda à sua volta. Que jogador.
Mikel Oyarzabal (Espanha): com tanta mobilidade, este papel de falso 9 assenta-lhe que nem uma luva e vai sendo o goleador desta era De La Fuente. Foi intratável
Marc Cucurella (Espanha): não é o jogador mais gostável pelos adeptos, mas mostra que, ofensivamente, é dos melhores laterais do Mundo. A qualidade de passe que impõe e verticalidade no último terço casam com o estilo desta Espanha.
Pedro Porro (Espanha): aproveitou a passividade ofensiva da Áustria para se mostrar com bola. Vertical, profundo e a aparecer na área com facilidade e qualidade. Bom golo de cabeça, quiçá para roubar a titularidade a Llorente
O árbitro
O árbitro sueco Glenn Nyberg teve um jogo sóbrio, facilitado pela ausência de grandes polémicas. Evitou os cartões.
Incidentes: O filme do jogo










