Curaçau chegou como uma das equipas sensação e esperanças altas, ainda mostrou alma e coração, mas não conseguiu desfazer a superioridade técnica da Costa do Martim. A turma africana vence por 0-2 e avança para a fase a eliminar, onde defrontará Noruega ou França.
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As decisões da 3ª jornada estavam em andamento e, no grupo E, estava praticamente tudo em aberto, com exceção do 1º lugar da Alemanha. Por isso, o duelo entre a corajosa Curaçau e Costa do Marfim trazia o seu interesse.
À imagem do que vinha fazendo neste Mundial, a formação caribenha apresentou-se em 5x3x2, apostando na sua coesão defensiva, e deu a iniciativa à Costa do Marfim. Curaçau até estava bem no arranque, mas bastou um erro defensivo inesperado, aos 7', para Yan Diomande entrar na área e servir Nicolas Pépé para o 0-1.
As dinâmicas pouco mudaram e os costa-marfinenses foram tendo bola e sendo pacientes. O conjunto africano ia variando a sua aposta entre as mudanças de velocidade nas alas, com ênfase na esquerda, com Yan Diomande - o outro Diomande, Ousmane, do Sporting, foi titular na defesa - e a aposta na busca pelas costas da defesa. Mas a verdade é que só a velocidade de Yan e a criatividade de Amad Diallo iam desfazendo a organização adversária.
Do outro lado, bem organizado, Curaçau estava dependente no ataque da alma e velocidade dos seus avançados e do atrevimento de Tahith Chong, que ia sendo o mais corajoso com bola. De resto, o antigo jogador do Manchester United, atualmente no Sheffield United, ia sendo o elemento mais perigoso no jogo e assustou um par de vezes na meia distância. O jogo estava vivo.
Curaçau sabia que era possível e voltou para a 2ª parte mais ofensivo, conseguindo partir mais o jogo, até porque agora os seus laterais estavam mais associativos. Isto obrigou a Costa do Marfim a colocar-se em sentido e tentar gerir o timing da posse de bola de outra forma, para impedir que se partisse. No banco, Dick Advocaat tentou ajudar e deu velocidade ao ataque, com a entrada de Jeremy Antonisse, mas levou um autêntico murro no estômago, que acalmou o jogo.
Aos 64', na pior fase da Costa do Marfim, Ibrahim Sangaré fez um grande passe a desmarcar Pepé entre o lateral e o central e o avançado do Villarreal entrou na direita da área e, com tempo, fez o 0-2. Este golpe deitou claramente a baixo Curaçau e o ritmo de jogo sofreu com isso. Curaçau tinha menos energia, Costa do Marfim entrou em modo gestão e o final de jogo acabou por ser uma mera formalidade.
Com este resultado, Curaçau termina em último lugar do grupo e está eliminado, enquanto a Costa do Marfim termina em 2º lugar e avança para a fase a eliminar, onde defrontará Noruega ou França, nos 16avos de final.
(Em atualização)
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Nicolas Pépé (Costa do Marfim): aproveitou muito bem o espaço entre linhas dado por Curaçau e foi letal com um bis. Decisivo.
Yan Diomande (Costa do Marfim): voltou a ser um dos principais desequilibradores do jogo da sua seleção. Sempre que acelera pela esquerda, quase dores de cabeça a qualquer defesa.
Tahith Chong (Curaçau): voltou a ser o jogador mais corajoso de Curaçau. Com bola foi atrevido, ganhou metros e ainda tentou o golo algumas vezes. Deu esperança ao seu país.
Ibrahim Sangaré (Costa do Marfim): intransponível no meio campo, ajudou a gerir os timings do jogo ao proveito da Costa do Marfim. O passe para o 0-2 é delicioso.
O árbitro
O sueco Glenn Nyberg teve uma exibição sóbria, aproveitando um jogo sem lances polémicos.
Incidentes: O filme do jogo











