O relógio suíço é conhecido pela sua precisão e fiabilidade. Foi precisamente inspirado por esse acessório, fabricado com savoir-faire, que a Suíça foi pontual e eficaz nas suas ações, capaz até de travar uma investida já tardia do Canadá.
Veja Também
A seleção do continente europeu venceu os anfitriões por 2-1, precisamente em solo canadiano, na terceira e última jornada do Grupo B, para fechar as contas antes da fase a eliminar.
45 minutos de desinspiração
A primeira metade do encontro não contou com um grande espetáculo no relvado do BC Place. Houve muito desperdício de ambos os lados, com Embolo a ser o protagonista da maior ocasião desperdiçada. Ricardo Rodríguez lançou o ponta de lança, que tinha apenas Maxime Crépeau pela frente, sendo que o suíço acusou a pressão e rematou à figura. Johan Manzambi ainda tentou ferir o Canadá na recarga, porém teve pontaria a mais e enviou a bola contra um adversário.
O Canadá tentou responder, mas a pressa é inimiga da perfeição e os comandados de Jesse Marsch bem o sentiram na pele. Os processos ofensivos iam-se desenvolvendo a uma velocidade estonteante; todavia, a qualidade no último terço decaía abruptamente. Gregor Kobel ia sujando os calções, porém não houve nenhuma oportunidade clara de golo para os canadianos.
Nesse sentido, o equilíbrio fez-se sentir e o marcador apresentava um 0-0 ao intervalo, um resultado justo face à ineficácia ofensiva de ambas as formações. Nota ainda para o desentendimento entre Cyle Larin e Granit Xhaka, que valeu um cartão amarelo para ambos.
Dia e noite
Se a primeira parte havia contado com pouca emoção, os segundos 45 minutos tiveram uma história totalmente diferente. A Suíça começou a insistir desde cedo e foi prontamente recompensada. Manzambi seguiu pelo corredor direito e cruzou para uma zona perigosa... Tudo fazia prever que Embolo iria armar o remate, mas acabou por deixar a bola para Rubén Vargas que, na zona do segundo poste, a enviou para o fundo das redes.
O motor do relógio suíço não abrandou e continuou a dar horas, ou, neste caso, golos. Manzambi voltou a estar em destaque; desta vez, foi o número 9 a marcar. Embolo serviu o médio do SC Freiburg, que armou um remate potente na direção da baliza. Maxime Crépeau ainda chegou a tocar na bola, mas não foi suficiente para evitar o golo. Pedia-se um pouco mais, sendo que o guardião não ficou bem na fotografia.
Entre as inúmeras mexidas da segunda metade, Promise David prometia e... entregou. No primeiro toque no encontro, reduziu a desvantagem, mesmo no coração da área, depois de ser servido por Nathan Saliba - bom momento individual do médio.
O golo galvanizou por completo a seleção canadiana, que também beneficiou do carinho dos milhares de adeptos presentes em Vancouver, porém, no fim de contas, de pouco serviu. O conjunto europeu soube sofrer e aguentar a pressão dos anfitriões do Mundial, e o apito final soou com 2-1 no marcador, para frustração dos canadianos.
Apesar do resultado menos positivo, o Canadá acaba por ter motivos para sorrir, visto que o segundo lugar ficou assegurado e a seleção Canuck vai disputar a fase a eliminar do Mundial pela primeira vez - esta já é a sua melhor prestação na história da prova. A Suíça assegura o lugar no topo da classificação e segue para a fase a eliminar como o elo mais forte do Grupo B.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Johan Manzambi (Suíça): um golo e uma assistência - que partida do número 9. Muito ativo em todos os momentos e um poço de força no meio-campo da Suíça. Um jogador a manter debaixo de olho.
Gregor Kobel (Suíça): aguentou a Suíça numa fase em que a seleção europeia estava a ser bombardeada com remates. Sólido entre os postes, como já tem habituado os amantes de futebol.
Promise David (Canadá): saiu do banco para dar alento e esperança aos anfitriões. Apesar do resultado menos positivo, estreou-se a marcar em Mundiais e ofereceu uma nova vida à equipa. Bom jogo do avançado.
O árbitro
Ramon Abatti teve uma participação discreta no encontro, mas bastante positiva. Conseguiu guiar uma partida muito física sem ter de recorrer constantemente aos cartões amarelos.
Incidentes: O filme do jogo









