Há jogadores inesquecíveis e que marcam uma geração, mas são poucos os que ganham o estatuto de lendários e eternos. No entanto, é seguro afirmar que Lionel Messi está englobado no segundo grupo e, quem sabe, no topo desse lote.
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Depois do hat-trick na primeira jornada frente à Argélia, o capitão da Albiceleste voltou a vestir a capa de herói e marcou os golos da vitória diante da Áustria (2-0) - remates certeiros verdadeiramente históricos, uma vez que o avançado se tornou no melhor marcador em Campeonatos do Mundo (18).
Para a eternidade!
Relativamente ao jogo jogado, a seleção argentina entrou dominante e a controlar a posse de bola. Logo aos quatro minutos, Lautaro Martínez acabou derrubado na grande área por dois adversários e o árbitro assinalou grande penalidade - com a ajuda do VAR.
A expectativa de ver história aumentou de imediato, com Messi a colocar o esférico na marca dos 11 metros. O astro argentino partiu confiante, mas atirou ligeiramente ao lado - acabou por se ver história... negativa, com o camisola 10 a tornar-se no jogador com mais penáltis desperdiçados em Mundiais.
O líder redimiu-se mais tarde, mas não sem antes o encontro se ter tornado numa disputa bastante intensa e com vários duelos a meio-campo. No meio de tantas picardias, David Alaba ficou perto de trair a sua equipa, com uma tentativa de corte arriscada, que foi defendida por Alexander Schlager.
O duelo estava rasgadinho e os espaços foram abrindo de parte a parte. Dessa forma, Thiago Almada conduziu e abriu em Facundo Medina na esquerda, que cruzou rasteiro e para o coração da área, onde Messi apareceu de rompante a disparar de primeira para o fundo das redes - e para a eternidade.
Gerir e matar o jogo
Já na etapa complementar, a toada do jogo manteve-se, com o equilíbrio a ser a nota dominante. Ainda assim, o conjunto europeu procurou ser mais atrevido e ameaçou a baliza de Emi Martínez com um livre de Sabitzer.
As trocas de ataques foram tímidas ao longo dos 90 minutos; porém, essa falta de criatividade foi mais visível na segunda parte. Os treinadores tentaram mudar isso a partir do banco de suplentes, mas o ritmo foi sempre o mesmo.
Até ao apito final, os austríacos deixaram as amarras de lado e lançaram-se na frente. Apesar dos poucos sustos, nada se desenvolveu e a atual campeã do mundo ainda foi a tempo de matar o jogo e selar a segunda vitória consecutiva - novamente graças ao lendário Messi.
Numa jogada rápida de contra-ataque, o avançado isolou Julián Alvarez com um passe de morte. O atacante do Atlético esbarrou na excelente mancha do guarda-redes adversário, mas viu o jogador do Inter Miami ser mais incisivo e a chegar ao bis.
Com estes três pontos, a Argentina fica com o primeiro lugar do grupo J praticamente garantido. Já a Áustria segue na luta pelo segundo posto.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Lionel Messi (Argentina): falhou a grande penalidade e deu a ideia de que não seria uma noite mágica, mas o astro provou o contrário. Voltou a brilhar com dois golos e assumiu a batuta quando necessário.
Facundo Medina (Argentina): junta uma assistência a uma exibição extremamente sólida no capítulo defensivo.
Kevin Danso (Áustria): bom jogo do central, que deu muitas vezes o corpo às balas. Foi ainda a principal arma ofensiva nos lances de bola parada.
O árbitro
Arbitragem complicada de Amin Omar, que nem sempre soube controlar os ânimos. Faltou, ainda, mostrar alguns cartões amarelos, sobretudo para o lado argentino.
Incidentes: O filme do jogo






