Não seria justo começar a abordagem ao Bélgica-Irão, a contar para a segunda jornada do grupo G do Mundial 2026, sem antes mencionar Alireza Beiranvand. O guarda-redes iraniano, que já passou pelo Boavista, esmerou-se e é justo dizer que sucede a Vozinha e a Room nas grandes exibições entre os postes deste Mundial 2026.
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Depois de se apresentarem aquém do esperado frente ao Egito e de não terem conseguido mais do que um empate (1-1), os belgas encontraram pela frente um Irão que, apesar de estar a sofrer com a experiência em solo norte-americano, não se mostrou frágil. O resultado? Novo empate (0-0) para ambas as seleções - o Irão empatou 2-2 frente à Nova Zelândia na primeira jornada.
Domínio belga perante uma muralha iraniana
Depois de não conseguirem conquistar os três pontos na primeira jornada, ambas as equipas realizaram mudanças no onze. Rudi Garcia apostou em Lukaku e Saelemaekers no ataque, além de De Cuyper e Raskin em posições mais recuadas no terreno. Já o selecionador iraniano também promoveu três alterações numa tentativa de solidificar a defesa.
A seleção asiática mostrou-se mais retraída e entrou em campo em 5-4-1 numa tentativa de parar o 4-2-3-1 do lado belga.
Num jogo em que os belgas arrancaram a todo o gás - nos primeiros 15 minutos a partida parecia ter apenas um sentido -, os iranianos também quiseram marcar presença e obrigaram Thibaut Courtois a uma boa intervenção pouco depois do primeiro quarto de hora.
Os diabos vermelhos voltaram à carga, mas sem sucesso. Já perto da meia hora, Mehdi Taremi fez balançar as redes da seleção europeia, no entanto o golo viria a ser anulado por posição irregular do ex-FC Porto.
O ritmo manteve-se e os iranianos pareciam ansiar pelo intervalo. A Bélgica ainda insistiu, mas as equipas recolheram aos balneários com o marcador em branco.
O momento de Alireza Beiranvand
No regresso das equipas ao terreno de jogo, o cenário manteve-se. A Bélgica a encostar o Irão às cordas, mas Alireza Beiranvand a não permitir que a sua equipa sofresse golo.
O guardião da seleção asiática protagonizou o momento do jogo ao defender um remate de De Cuyper que parecia golo certo. A intervenção ficará, certamente, entre as melhores deste Campeonato do Mundo.
Quem também esteve em destaque foi Taremi. O avançado, além de obrigar Courtois a uma boa defesa durante a segunda parte, esteve no centro da jogada que resultou na expulsão de Nathan Ngoy O central belga recuou a bola de forma errada, mas, ao perceber o erro, puxou Taremi e acabou expulso.
Rudi Garcia viu-se obrigado a mexer na equipa para garantir alguma estabilidade defensiva e retirou Lukaku de campo para a entrada de Arthur Theate
Até ao final do encontro, a Bélgica, apesar de estar em inferioridade numérica, não abrandou e mostrou vontade de chegar ao golo, mas sem sucesso. A última grande oportunidade surgiu dos pés de Lukebakio, que atirou ao lado da baliza iraniana.
Com este empate, ambas as seleções somam dois pontos no grupo. Para decidir o apuramento, a Bélgica vai enfrentar a Nova Zelândia e o Irão, por sua vez, vai defrontar o Egito.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Alireza Beiranvand (Irão): foi considerado o melhor em campo pela redação do zerozero e as suas sete defesas falam por si. Se o Irão termina o jogo sem golos sofridos, tem muito a agradecer ao guardião de 33 anos. Além das defesas a considerar, Beiranvand foi ainda bastante seguro com os pés e a controlar a área.
Maxim De Cuyper (Bélgica): o antagonista do guardião iraniano. Substituiu Castagne no onze e correspondeu ao voto de confiança de Rudi Garcia. Rematou cinco vezes e só pecou pela falha na concretização. Sólido defensivamente e com uma ótima chegada à área.
Nathan Ngoy (Bélgica): pela negativa. O central foi expulso depois de tentar um recuo para Courtois. Falhou o passe e puxou Taremi, que lhe tinha ganho a frente. Obrigou assim Rudi Garcia a retirar poder ao ataque belga e a estabilizar a defesa, depois de ser forçado a sair de campo.
O árbitro
No conjunto geral, Dario Herrera esteve seguro e deixou o jogo correr mesmo quando os jogadores iranianos permaneciam no chão, numa tentativa de quebrar o ritmo do jogo. Apenas uma nota para um lance a abrir a segunda parte, quando o recém-entrado Alireza carregou em falta Trossard. Não foi admoestado com qualquer cartão, mas a entrada com os pitons da parte do iraniano foi demasiado dura para sair sem qualquer advertência.
Incidentes: O filme do jogo









