Quantas vezes já ouviu que 'o futebol é o momento', caro leitor?
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Pois bem, o jogo deste domingo entre Espanha e Arábia Saudita levá-lo-á, com toda a certeza, a acreditar em definitivo nesta premissa. Vamos então por parte.
Depois de uma exibição muito aquém das expectativas na primeira jornada frente a Cabo Verde, que culminou num empate sem golos, La Roja respondeu com espírito de campeã e conseguiu um triunfo imponente frente aos árabes, no caso por 4-0.
Num plano mais individual, Oyarzabal, avançado de nuestros hermanos, passou de um encontro em que não tocou na bola nos primeiros 30 minutos para uma partida em que, nos 24 minutos iniciais, marcou por duas vezes e fez uma assistência. Brilhante!
Sufoco logo a abrir
Ciente de que o primeiro jogo não foi propriamente positivo, o selecionador espanhol operou quatro mudanças no onze - Lamine Yamal, que tem estado lesionado, foi o regresso mais badalado. Do outro lado, a Arábia Saudita fez menos mudanças (duas), mas apresentou-se claramente de 'tração atrás': no momento defensivo, o conjunto do Médio Oriente apresentou-se num conservador 5-4-1.

Os dados estavam lançados e a expectativa em relação ao domínio espanhol confirmou-se na totalidade. De resto, o primeiro tento de Espanha surgiu logo aos dez minutos, altura em, após ser lançado na profundidade pela esquerda, Oyarzabal serviu Lamine Yamal ao segundo poste, que só teve de encostar para o fundo das redes adversárias.
Ciente da importância do encontro e de passar a imagem de real candidata à conquista do Mundial, La Roja não abrandou e, no espaço de três minutos, fez mais dois golos: aos 21', Oyarzabal aproveitou um lance confuso após um canto para se estrear a marcar na competição; aos 24', o camisola 21 fez o segundo com um desvio oportuno e tornou-se assim o espanhol com o bis mais rápido em Mundiais.
Espanha ia sendo avassaladora, é certo; no entanto, se lhe dissermos que o melhor que a Arábia Saudita conseguiu nos primeiros 45 minutos foi... um 'remate' de trás do meio-campo também percebe que a equipa de Giorgios Donis foi mesmo muito curta.
A arte de bem gerir
À imagem da 1.ª parte, a etapa complementar arrancou com Espanha por cima. Nesse sentido, foi sem surpresa que o quarto golo chegou logo aos 49'. Novamente com a jogada a iniciar-se num canto, Cucurella apareceu solto de marcação ao segundo poste e rematou forte. O guarda-redes ainda travou o remate do lateral, mas o esférico ressaltou em Hassan Tambakti.
O que se assistiu a partir daqui pode entrar no dicionário como definição de 'gestão'. Luis de la Fuente foi tirando jogadores mais desgastados de campo e dando minutos a atletas que estão à procura da sua melhor versão.
O melhor que a Arábia Saudita conseguiu foi um remate sem perigo de Abdullah Al-Hamdan aos 81', ao qual os espanhóis responderam com novo golo nos descontos. No entanto, Ferrán Torres foi apanhado em fora de jogo e as contas do encontro ficaram mesmo fechadas em 4-0.
Uma coisa é certa: Espanha está mais do que viva para o que falta jogar do Mundial!
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Mikel Oyarzabal (Espanha): foi considerado o melhor em campo pela redação do zerozero e é fácil perceber porquê. Dois golos e uma assistência em 45 minutos, isto depois de ter tido um jogo frente a Cabo Verde que podia ter deixado marca do ponto de vista psicológico. Sempre disponível, mostrou inteligência e capacidade técnica.
Lamine Yamal (Espanha): não podemos dizer que tenha feito um jogo excecional, mas o seu valor parece ir além do que aquilo que efetivamente produz. Está destinado a grandes feitos e a sua presença no onze serve para colocar em sentido as equipas adversárias. Desbloqueou a partida com um tento oportuno e 'soltou-se' para o que aí vem.
Mohammed Al-Owais (Arábia Saudita): pode parecer contranatura destacarmos o guarda-redes da Arábia Saudita, mas a verdade é que Al-Owais não teve culpa nos quatro golos sofridos e ainda fez uma mão cheia de defesa importantes. Sem o seu contributo, a goleada teria sido ainda mais expressiva.
O árbitro
Exibição sem grandes sobressaltos de Raphael Claus, que controlou o ritmo da partida e esteve bem do ponto de vista disciplinar. No lance mais difícil, foi bem auxiliado pelo VAR e anulou o que seria o quinto tento da Espanha.
Incidentes: O filme do jogo







