O Grupo C ganhou um líder e um aviso sério ao resto da concorrência. Marrocos venceu a Escócia por 0-1, num jogo marcado por duas faces completamente distintas: domínio marroquino na primeira parte, reação escocesa na segunda.
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A diferença? Um único momento de inspiração logo aos 71 segundos, quando Ismael Saibari voltou a ser decisivo e construiu um triunfo que coloca os leões do Atlas no topo do grupo (pelo menos enquanto o Brasil não entra em campo).
Saibari com entrada a matar
A entrada marroquina foi tudo menos tímida. Ainda com o público a acomodar-se, Brahim Díaz rasgou a defesa escocesa com um passe perfeito e Saibari finalizou com frieza junto ao poste. O relógio nem tinha chegado aos dois minutos e já a Escócia era obrigada a correr atrás do prejuízo, sem tempo para organizar ideias.
O golo cedo não travou o ímpeto africano. Marrocos tomou conta do jogo, empurrou os escoceses para o seu meio-campo e somou ocasiões suficientes para ampliar a vantagem. Hakimi foi uma constante no corredor direito, El Khannouss falhou uma oportunidade clara e o 0-2 esteve várias vezes mais próximo do que o empate escocês.
A Escócia, por sua vez, demorou a encontrar-se. Che Adams e John McGinn estavam isolados e o meio-campo não conseguia ligar jogo. Apenas nos últimos minutos da primeira parte surgiu algum sinal de vida, com um remate perigoso de McGinn e uma investida de Tierney que deixou aviso de que o segundo tempo não seria tão tranquilo para Marrocos.
Escócia cresceu, mas faltou eficácia
O recomeço trouxe uma Escócia mais agressiva e com outra presença no último terço. McTominay tentou assumir protagonismo e o recém-entrada Dykes, já na reta final, ainda obrigou a defesa marroquina a corte importante. O problema foi sempre o mesmo: a incapacidade de transformar tudo isso em verdadeiro perigo.
Do outro lado, Marrocos passou a gerir com mais cautela. Já não tinha a mesma frescura ofensiva, mas tinha organização e uma defesa organizada.
A reta final foi de sofrimento marroquino. A Escócia carregou com tudo e até reclamou uma grande penalidade, mas encontrou sempre resposta na defesa africana ou na falta de clarividência no último toque. O jogo partiu-se.
No apito final, ficou a imagem de uma vitória construída cedo e defendida com maturidade. Marrocos confirmou a eficácia e a capacidade de sofrimento, enquanto a Escócia sai com o peso de não ter conseguido mais. Num grupo onde cada detalhe pesa (ou não estivesse o Brasil incluído), o golo-relâmpago de Saibari foi decisivo.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Ismael Saibari (Marrocos): foram precisos 71 segundos para criar estragos e voltar a demonstrar o porquê de ser uma das grandes estrelas da Seleção de Marrocos. Depois de marcar frente ao Brasil, voltou a fazê-lo diante da Escócia e foi uma das maiores dores de cabeça para os adversários no tempo em que esteve em campo. Um autêntico craque.
Brahim Díaz (Marrocos): classe dentro das quatro linhas está personificada nestes 84 minutos em que esteve em campo, A qualidade de passe, a visão de jogo e o um-para-um do jogador do Real Madrid são características que, mais uma vez, saltaram à vista e fizeram toda a diferença para esta vitória de Marrocos.
Scott McTominay (Escócia): depois de uma primeira parte de sufoco escocês onde teve 45 minutos difíceis, mas onde se quis mostrar, teve um segundo tempo onde esteve perto de fazer a diferença. Mais perto da área, fez estragos e deu verdadeiras dores de cabeça à defesa marroquina. Não conseguiu fazer mais, mas foi uma exibição em crescendo.
Jack Hendry (Escócia): teve adversários difíceis e de imensa qualidade pela frente, mas foi cumpridor nos mais variados momentos e impediu que o resultado tivesse uma maior diferença. Quando foi chamada a sua presença, deu o corpo às balas e fez o que pôde para travar as investidas marroquinas. No golo - à semelhança de quase toda a gente - foi apanhado desprevenido, mas teve uma exibição segura no restante do encontro.
Incidentes: O filme do jogo












