A Bósnia e Herzegovina entrou intensa, forte na bola parada e chegou cedo ao golo inaugural, mas foi-se encolhendo com o passar dos minutos. Deu tempo e espaço para o Canadá se descobrir ao longo do jogo e ir percebendo onde podia melhorar. Os canadianos aproveitaram e ainda foram a tempo de empatar (1-1), dividindo pontos neste arranque de Mundial.
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Depois do México, esta sexta-feira, era a vez de outro dos anfitriões do Mundial 2026 dar o pontapé de saída na prova, no caso, o Canadá. Longe da pompa e circunstância vista no dia anterior no território mexicano, os canadianos iam festejando, com uma cerimónia de abertura para entusiasmar os seus adeptos.
Dentro de campo, por sua vez, demorou a corresponder. Ambas as seleções entraram a apostar num jogo mais direto, potenciando ambas as suas duplas de avançados, e demorou a jogar-se devidamente pelo chão. Nesse estilo de jogo, com vantagem de estatura, os bósnios foram sendo mais fortes e criando perigo na bola parada. Acabaram por chegar ao golo inaugural, aos 21', por Jovo Lukic, na sequência de um canto.
Esse golo foi procedido de uma pausa para hidratação e isso permitiu a Jesse Marsch reunir as tropas. Aí, o Canadá começou a ter mais bola e foi tentando combinar mais entre os seus laterais e extremos para criar, embora apostasse em excesso em cruzamentos, onde tinha desvantagem na área. Liam Millar ia sendo o colega de Stephen Eustáquio mais diferenciado, com Tani Oluwaseyi combativo na frente, mas faltou a frieza para chegar ao empate.
O Canadá teve tempo para reagrupar ao intervalo, mas demorou a melhorar a sua ligação e intensidade com bola e a Bósnia ia agradecendo, mostrando-se confortável defensivamente. Percebendo a ausência de melhorias, o selecionador canadiano foi ao banco e não teve receio de mudar, de uma assentada, três peças da frente. Os extremos Jacob Shaffelburg e Ali Ahmed trouxeram nova vida às alas, enquanto o possante Promise David deu maior fisicalidade para batalhar entre os centrais.
Percebendo esse crescimento, a Bósnia- que, ofensivamente, ia desaparecendo por completo -, foi tentando baixar o ritmo a seu bel prazer, tentando abrandar o crescimento caseiro. Contudo, Marsch continuou a colocar o pé no acelerador a partir do banco e a entrada de Cyle Larin para a frente trouxe a fisicalidade que faltava. O avançado do Southampton acabou por ser decisivo e, aos 78', após uma rotação deliciosa à entrada da área, com a bola no ar, atirou para o desejado empate.
Este golo trouxe alguma incerteza e o Canadá até fez por merecer mais, com direito a nova grande chance de Larin no final dos descontos, mas o empate a uma bola não se desfez. Divisão de pontos e o primeiro jogo da história do Canadá sem perder em Mundiais.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Cyle Larin (Canadá): o experiente avançado saltou do banco e trouxe ao ataque canadiano uma força que estava em falta. Acabou por marcar um golo decisivo para dar um possível importante ponto.
Jovo Lukic (Bósnia): num jogo pobre ofensivamente da Bósnia, foi lutador enquanto a equipa quis atacar e acabou por usar bem a sua estatura para fazer o primeiro golo da partida. Desapareceu com a descida de linhas bósnias.
Liam Millar (Canadá): enquanto jogou, principalmente na 1ª parte, foi o elemento mais diferenciado do Canadá e batalhou muito com Dedic. Faltou mais clarividência na ligação, mas também faltou outro apoio para essa execução.
Ali Ahmed (Canadá): entrou bem e trouxe a vida que faltava à ala direita canadiana. Foi imprevisível, ofensivo e vertical e até podia ter marcado.
O árbitro
O argentino Facundo Tello teve uma exibição sóbria, facilitada por ambas as seleções, num jogo com ritmo decente e pouco agressivo. Nada a apontar.
Incidentes: O filme do jogo











