O Juventude Campinense cumpriu a sua obrigação na última jornada ao vencer o Farense por 3-1, mas o resultado acabou por não ser suficiente para alcançar a tão desejada promoção à Liga 1. Apesar de terminar o campeonato com os mesmos 28 pontos do AEF Monte Gordo, a equipa de Francisco Fernandes ficou atrás devido à desvantagem nos confrontos diretos, critério que acabou por decidir a última vaga de subida. Perante um Farense já sem objetivos classificativos, o Campinense entrou pressionado pela necessidade de vencer e esperar por notícias favoráveis de outros campos. No entanto, a ansiedade foi visível durante grande parte da primeira parte, com a equipa a revelar alguma precipitação na definição dos lances ofensivos. O desbloqueio surgiu apenas aos 43 minutos, quando Gabriel Batista apareceu no momento certo para inaugurar o marcador e dar tranquilidade à equipa de Loulé antes do intervalo. Na segunda metade, o Juventude Campinense mostrou a maturidade que tem caracterizado a sua excelente segunda volta. Aos 63 minutos, Maria Teixeira ampliou a vantagem, colocando a equipa mais perto de cumprir a sua missão. Pouco depois, André Martins fez o 3-0 aos 70 minutos, praticamente sentenciando o encontro. Já perto do final, Tomás Tomé reduziu para o Farense através da conversão de uma grande penalidade aos 78 minutos, fixando o resultado final em 3-1. O Juventude Campinense realizou uma campanha muito consistente, sobretudo na segunda metade da prova, ao mostrar uma boa organização coletiva, capacidade de reação, qualidade ofensiva e competitividade nos jogos decisivos. A 2.ª volta foi mais positiva, já que a equipa conseguiu recuperar terreno ao longo da época e chegar à última jornada a discutir a promoção, algo que parecia improvável em determinados momentos da competição. No entanto, os confrontos diretos frente ao AEF Monte Gordo acabaram por ter um peso determinante, bem como o empate (2-2) com o "underdog" Farense "C". Num campeonato tão equilibrado, os detalhes fazem a diferença, e foi aí que a equipa perdeu a oportunidade de subir. O Farense, por seu lado, voltou a demonstrar atitude competitiva apesar das dificuldades classificativas, assumiu um compromisso competitivo e evolução gradual ao longo da fase final. Podemos e queremos frisar que esta equipa foi constituída por atletas mais jovens (2013) do que a maioria dos adversários, o que valoriza ainda mais a experiência adquirida ao longo da época. Como balanço final da temporada, o Juventude Campinense termina no terceiro lugar com um sentimento inevitável de frustração. Fez o seu trabalho na última jornada, venceu, pressionou os adversários diretos e terminou empatado em pontos com o segundo classificado. Contudo, o regulamento não deixou margem para dúvidas e os confrontos diretos sorriram ao AEF Monte Gordo. Ainda assim, a equipa louletana pode olhar para a época com orgulho. Foi uma das formações mais competitivas da fase de apuramento e lutou pela promoção até ao último minuto do campeonato. Já o Farense encerra a competição no último lugar, mas com sinais positivos num projeto que privilegiou a formação e o desenvolvimento dos seus jovens atletas. Os resultados nem sempre acompanharam o crescimento da equipa, mas a experiência adquirida nesta fase de campeão poderá revelar-se extremamente importante para o futuro destes jogadores. No final, o Campinense venceu o jogo, mas foi o AEF Monte Gordo quem venceu a corrida pela promoção. Uma diferença mínima que mostra o quão equilibrada foi a luta pelos lugares cimeiros nesta temporada.
Triunfo sobre o Farense não chegou para garantir a promoção; igualdade pont
Vitória amarga deixa Campinense à porta da subida!!

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