A exibição esteve longe de ser perfeita, mas foi suficientemente boa e matura para Portugal vencer o Chile por 2-1 e iniciar com o pé direito a preparação para a missão Mundial. Contudo, há evidente espaço para melhorias.
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O Jamor enchia-se de verde e vermelho para o primeiro dos dois últimos jogos de preparação de Portugal antes do Mundial 2026. Pela frente estava Chile em renovação - que ficou em último na qualificação da CONMEBOL para a prova - e que se apresentou no Jamor num bloco muito baixo, apostando claramente no jogo direto - sem grande sucesso.
Isto permitiu a Portugal ter um treino ativo de ataque organizado e posicional durante a maioria da 1ª parte. Numa primeira fase, com Bernardo Silva no duplo pivot defensivo, houve dinâmicas interessantes, especialmente entre os extremos Rafael Leão - boas combinações interiores com João Cancelo - e Francisco Conceição. Bruno Fernandes ia tentando ser o motor ofensivo de ligação da equipa, com Bernardo no apoio.
No entanto, esse fulgor inicial - que teve como auge uma bola ao poste de Leão - foi-se esbatendo, especialmente depois de habitual pausa para hidratação. O jogo perdeu algum fulgor e a ligação lusa foi ficando mais previsível, com dificuldades com o tal bloco baixo. A 1ª parte ficou, no entanto, marcada por uma guerrilha na ponta final, com direito a agressões, que resultou nas expulsões de Rafael Leão e Iván Román.

Como habitual em jogos deste cariz, o intervalo trouxe uma pequena revolução, para continuar as experiências e dinâmicas. Além disso, no entanto, quiçá fruto das expulsões, o Chile voltou mais atrevido agora que tinha mais espaço para ter bola. Numa primeira instância, Portugal pareceu perder alguma capacidade de ligação no miolo - que, agora, só tinha Bruno Fernandes e Rúben Neves -, mas a Seleção das Quinas aproveitou esse maior atrevimento chileno na pressão para, aos 58', inaugurar o marcador, por Gonçalo Guedes, numa transição bem conseguida.
O golo inaugural retirou algum desse ânimo chileno - com direito a forte apoio nas bancadas - e recolocou Portugal em posição de comando. Com mais posse, cabia a Bruno Fernandes gerir e a Pedro Neto e Gonçalo Guedes acelerar. O médio do Manchester United fez o que bem sabe e, aos 75' num belo remate de fora da área, ampliou para 2-0.
O restante jogo foi disputado num ritmo baixo e Portugal parecia gerir como devia, mas não acabaria sem que Lucas Cepeda expusesse alguma passividade defensiva e, nos descontos, num remate seco de fora da área, fizesse o 2-1. Portugal passa este primeiro teste pré-Mundial, mas com alguns alertas.
O árbitro
O italiano Luca Zufferli geriu bem um jogo, no geral, facilitado pelos jogadores e ritmo imposto. Fez a decisão correta nas expulsões do final da 1ª parte.
Incidentes: O filme do jogo










