O Juventude Campinense protagonizou uma reviravolta dramática ao vencer o Ferreiras por 2-3, com o golo decisivo a surgir já nos descontos (80+3’), num jogo intenso, emocional e que voltou a expor fragilidades na gestão do resultado por parte da equipa albufeirense. O Ferreiras entrou forte, agressivo e com ideias claras. Aos 8 minutos, na sequência de um canto, Mateus Coimbra elevou-se mais alto que a defesa adversária e, de cabeça, inaugurou o marcador. Pouco depois, aos 13’, Pedro Silva fez o 2-0 com um remate de primeira, à entrada da área, sem hipóteses para o guarda-redes — um início de jogo que refletia domínio, intensidade e eficácia. Mas, mais uma vez, a vantagem não trouxe controlo. O Campinense reagiu de imediato. Aos 18 minutos, Santiago Fragoso reduziu para 2-1, também de cabeça, aproveitando uma evidente fragilidade do Ferreiras na defesa de bolas paradas. Esse lance marcou a mudança de momento no jogo. A partir daí, o encontro ficou mais dividido, com menos organização e mais transições. O Ferreiras perdeu alguma consistência, enquanto o Campinense cresceu na confiança e agressividade. Já na segunda metade (aos 42 minutos de jogo corrido), surgiu o empate. Oleg Ardatov fez o 2-2, aproveitando uma segunda bola na área após uma abordagem pouco eficaz do guarda-redes Duarte Rodrigues — um lance que voltou a evidenciar dificuldades defensivas e falta de controlo emocional. Na segunda parte, o Ferreiras tentou reagir, mas de forma pouco estruturada, com decisões apressadas e dificuldades em desmontar o bloco adversário. O Campinense, mais organizado, apostou em transições rápidas e exploração da profundidade, esperando pelo erro. E o erro apareceu no momento mais decisivo. Já nos descontos (80+3’), num jogo completamente partido e emocional, Ardatov voltou a surgir, aproveitando nova falha na abordagem do guarda-redes para fazer o 2-3 e completar uma reviravolta tão improvável quanto merecida pela forma como a equipa acreditou até ao fim. O Juventude Campinense demonstrou maturidade competitiva e capacidade de reação, como ponto forte: resiliência, eficácia nos momentos decisivos e exploração de espaços e tendo que melhorar a consistência defensiva em fases iniciais. A equipa nunca desistiu do jogo e soube aproveitar os momentos de fragilidade do adversário. Já o Ferreiras deixou escapar um resultado que tinha controlado em fases importantes, mostrando novamente que tem entradas fortes e capacidade ofensiva numa fase inicial do jogo, mas que é frágil na gestão da vantagem, equilíbrio emocional, afetando a organização defensiva. A equipa voltou a marcar — prolongando a sua série — mas revelou dificuldades claras em segurar resultados e controlar o ritmo do jogo. Após este jogo, o Juventude Campinense mantém-se vivo na luta pela promoção e entra na última jornada dependente de terceiros, mas com a obrigação de vencer o Farense “C”. Já o Ferreiras, apesar deste resultado, está fora da luta direta pela subida devido à descida da equipa A, o que garante a presença na Liga 1 na próxima época. Ainda assim, terá um papel determinante na última jornada, ao defrontar o AEF Monte Gordo num jogo que pode decidir a última vaga de promoção. Este jogo deixou uma lição clara: talento e intensidade colocam uma equipa na frente… mas é a gestão, a maturidade e a eficácia emocional que ganham jogos. E nisso, o Campinense foi o vencedor..
Ferreiras volta a cair na gestão da vantagem e Campinense acredita até ao ú
Remontada épica relança e dá esperanças ao Campinense!!

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