O Benfica entrou da melhor forma nas meias-finais do Campeonato Placard e venceu o OC Barcelos por 3-2, no Pavilhão Fidelidade, colocando-se em vantagem na eliminatória.
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Num duelo intenso, disputado até ao último segundo e marcado por várias interrupções disciplinares, os encarnados souberam resistir à reação minhota e deram o primeiro passo rumo à final.
A equipa de Edu Castro assumiu desde cedo o controlo do encontro, impondo pressão alta e dificultando a saída ofensiva do Barcelos. Guillem Torrents foi chamado a intervir logo nos primeiros minutos perante Pau Bargalló e Nil Roca, mas acabou por não evitar o primeiro golo aos seis minutos.
Após recuperação de bola de Nil Roca e rápida transição, João Rodrigues deixou passar para Pau Bargalló que, com grande classe, picou a bola perante o guardião catalão e inaugurou o marcador. O domínio benfiquista prolongou-se e ganhou nova expressão quando Carlos Ramos viu cartão azul, ainda que o powerplay não tivesse consequências imediatas.
O segundo golo acabou por surgir pouco depois, novamente em superioridade numérica, desta vez após expulsão temporária de Luís Querido. Viti, servido após combinação com Pau Bargalló e beneficiando de um bloqueio de Gonçalo Pinto, disparou um remate fortíssimo que bateu Guillem Torrents e colocou o Benfica com confortável vantagem de 2-0 aos 15 minutos.
A segunda parte trouxe outro OC Barcelos e um jogo bem mais turbulento que abriu caminho ao primeiro golo visitante, apontado por Carlos Ramos em powerplay, após assistência de Iván Morales.
O encontro aqueceu ainda mais com polémica em torno da arbitragem: o Benfica dispôs de duas grandes penalidades consecutivas, mas João Rodrigues e Zé Miranda esbarraram em Guillem Torrents, enquanto Luís Querido acabaria expulso por protestos.
O desperdício encarnado permitiu ao OC Barcelos crescer e, aos dez minutos, Carlos Ramos voltou a aparecer no sítio certo para restabelecer a igualdade, novamente após envolvimento de Iván Morales.
A resposta benfiquista foi imediata e decisiva. No mesmo minuto do empate, Gonçalo Pinto descobriu a entrada de Nil Roca e o catalão, isolado perante Torrents, executou nova picadinha para devolver a vantagem ao Benfica.
Os minutos finais foram vividos sob enorme tensão. Ainda assim, os encarnados resistiram à pressão e sobreviveram ao último lance do encontro, quando Miguel Rocha falhou a emenda na área benfiquista. O apito final confirmou o triunfo das águias e uma vantagem preciosa antes do segundo capítulo da meia-final.






