O Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas despediu-se da temporada com um nulo intenso, num duelo onde o Moreirense e o AFS empataram 0-0 na 34ª e última jornada da Liga Portugal Betclic. Num encontro repleto de novidades de parte a parte, a eficácia acabou por ser a grande ausente da tarde. Com este resultado, a turma de Moreira de Cónegos falhou o objetivo imediato de carimbar a sétima posição, enquanto a formação de Vila das Aves coroou a sua despedida do escalão principal com mais uma imagem positiva.
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A partida revestia-se de contornos especiais para ambos os técnicos. Do lado visitado, Vasco Botelho da Costa não escondeu a ambição de fechar o campeonato na sétima posição, sublinhando que para a grande vila de Moreira faria toda a diferença terminar à frente do Vitória SC. Já João Henriques, timoneiro do AFS - que não pôde contar com o cobiçado Pedro Lima, ausente da ficha de jogo -, aproveitou o momento para enaltecer o orgulho no crescimento vertical do seu grupo de trabalho, destacando a evolução coletiva desde a sua chegada.
Agitação apenas em cima do intervalo
O apito inicial trouxe uma dinâmica interessante, com o AFS a tentar explorar cedo as desatenções de Gilberto Batista. Contudo, o Moreirense reagiu prontamente, assumiu as rédeas do jogo e empurrou os avenses para o seu meio-campo, embora o primeiro quarto de hora tenha primado pela escassez de ocasiões flagrantes. À medida que o cronómetro avançava, o jogo entrou numa fase mais morna. Os cónegos somavam aproximações através de cantos e cruzamentos, ao passo que o AFS se mostrava muito vertical sempre que conseguia sair para o contra-ataque.
O nulo ao intervalo acabou por premiar a transição vertiginosa dos visitantes e a réplica dos homens da casa, que só animou nos instantes finais antes do descanso. Guilherme Neiva dispôs de uma oportunidade soberana para o AFS, valendo um corte monumental de Gilberto Batista para evitar o golo. A resposta dos visitados surgiu na jogada imediatamente a seguir, com Diogo Travassos a falhar a protagonizar uma bela transição ofensiva.
Pontaria desafinada
A etapa complementar manteve os mesmos moldes, mas subiu ligeiramente de tom. Logo aos 51 minutos, Diogo Travassos voltou a estar em evidência ao aparecer nas costas da defensiva contrária, valendo o poste para salvar o AFS. Pouco depois, aos 54 minutos, foi a vez dos homens de Vila das Aves festejarem por intermédio de Guilherme Neiva, mas o lance acabou por ser invalidado pelo videoárbitro devido a uma posição de fora de jogo de Tunde no início da jogada.
Na reta final do encontro, os homens da casa intensificaram a pressão e instalaram-se em definitivo no meio-campo adversário. Pautados pela criatividade de Travassos, os cónegos dispuseram de soberanas oportunidades, com Yan Maranhão a ser servido em excelente posição para faturar por mais do que uma vez, pecando invariavelmente na definição e esbarrando na organização defensiva do AFS, que soube sofrer com linhas muito compactas.
Com o apito final, confirmou-se o desfecho em branco. Apesar de uma reta final de campeonato mais intermitente, o saldo da temporada do Moreirense é amplamente positivo, restando agora aguardar pelo desfecho do rival vimaranense. Por sua vez, o AFS despede-se da I Liga com a cabeça bem levantada. Já despromovida, a turma de Vila das Aves assinou uma reta final surpreendente e estendeu a sua impressionante série invicta para seis jogos consecutivos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Diogo Travassos (Moreirense): O principal destaque da partida. Ágil e com grande facilidade em jogar com os dois pés, o camisola 2 dos cónegos atuou nos dois corredores da frente e assumiu-se como a principal arma ofensiva da equipa, aproximando-a sempre do golo com as suas investidas.
Gilberto Batista (Moreirense): Esteve no melhor e no pior. Muito errático nas decisões, o central acabou por ser um dos «aliados» do AVS, oferecendo, por duas ocasiões, oportunidades que permitiram à formação das Aves ameaçar seriamente a baliza contrária.
Paulo Vitor (AFS): Perante os vários momentos de sufoco dos homens da casa, o camisola 3 apresentou-se em grande plano, sacudindo com eficácia as aproximações mais perigosas do adversário.
Simão Bertelli (AFS): De regresso à titularidade com nota positiva. O guardião cumpriu sempre que foi chamado a intervir e transmitiu uma sensação de segurança a toda a equipa.
Babatunde Akinsola (AFS): Perdulário. Teve a melhor ocasião da equipa nos pés mas, na cara do golo, acabou por atirar a bola para a bancada.
O árbitro
Tarde positiva para Sérgio Guelho. O árbitro da AF Guarda controlou a partida recorrendo a cartões amarelos bem admoestados e soube interpretar, de forma correta, as indicações do VAR sempre que houve necessidade de intervenção. Ficou apenas por mostrar um amarelo a Kiko Bondoso, após uma falta grosseira sobre Guilherme Neiva junto à linha lateral.
Incidentes: O filme do jogo








