No penúltimo teste de fogo na luta pelos milhões da Champions, o Sporting venceu o Rio Ave em Vila do Conde, por 1-4, e aproveitou o empate do Benfica na Luz, frente ao SC Braga, para ganhar uma vantagem preciosa na batalha pelo segundo lugar!
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Sotiris Sylaidopoulos decidiu apostar no mesmo onze inicial que utilizou na passada jornada em Barcelos, frente ao Gil Vicente. Já Rui Borges promoveu duas alterações: Luís Guilherme e Ousmane Diomande entraram para os lugares de Geny Catamo e Zeno Debast - sendo que este último sofreu uma lesão grave e tem o Mundial 2026 em risco.
Entrada em falso não arranhou o leão
O arranque da partida nos Arcos foi atípico, na medida em que Sporting - que disputava uma verdadeira final - apresentou grandes dificuldades em sair a jogar com critério e também impedir as ligações nos processos ofensivos dos rioavistas. Assim sendo, a turma do Sotiris foi controlando e criando perigos nos instantes iniciais.
Perigo esse que foi convertido em golo pouco depois. Diogo Bezerra arrancou pela esquerda, com convicção, e transformou o passe em profundidade de Tamble Monteiro no primeiro tento da partida - com um remate cruzado e bem colocado, evitando que Rui Silva tivesse uma palavra a dizer.
Após registarem uma entrada errática na partida, os leões foram crescendo no embate, fruto da desvantagem no marcador, e conseguiram ajustar as dinâmicas para equilibrar a disputa frente ao conjunto da Caravela. O ascendente leonino culminou em golo à passagem do minuto 35, quando uma queda de Luis Suárez resultou em grande penalidade para o Sporting - um lance que gerou muitas dúvidas face à intensidade/momento do agarrão.
Certo é que o matador colombiano não desperdiçou dos 11 metros e conferiu uma nova vida aos lisboetas. O Rio Ave sentiu que estava a perder terreno e acusou algum nervosismo e/ou falta de clarividência em certos momentos - principalmente nos defensivos.
Um desses erros resultou em novo golo leonino, já que Gustavo Mancha desentendeu-se com Cezary Miszta e colocou a bola na própria baliza. Em desvantagem, o emblema dos Arcos foi atrás do resultado e esteve perto de marcar num dos últimos lances do primeiro tempo - Eduardo Quaresma salvou com um corte fundamental - e os leões seguiram na dianteira para o intervalo.
Machadada final e modo gestão
O segundo tempo arrancou como terminou o primeiro: com o Rio Ave por cima. A formação da casa assumiu o controlo da posse de bola na vinda dos balneários e tentou criar perigo com investidas pelos flancos, mas enfrentou uma grande adversidade: Pancho Petrasso voltou a derrubar Luis Suárez e foi admoestado com o segundo amarelo, deixando os rioavistas reduzidos a dez unidades.
Daí em diante, o Sporting assumiu as rédeas do encontro e controlou com muita posse, sendo uma verdadeira dor de cabeça para a desmoralizada armada de Vila do Conde. Os pupilos de Sotiris viram-se obrigados a recuar no terreno e a baixar o número de investidas ofensivas.
Após algumas investidas sem sucesso, Francisco Trincão fez o terceiro do leão com um belo remate colocado - o camisola '17' recebeu na direita, armou o tiro e somou mais uma contribuição para golo na conta pessoal. Até ao final, Geovany Quenda ainda foi a tempo de arrancar pela esquerda e rubricar um belo golo no interior da área do Rio Ave, selando o 1-4 em Vila do Conde.
Com este resultado - aliado ao empate do Benfica na Luz -, o Sporting tem agora vantagem na luta pelo segundo lugar. Tudo será decidido na última jornada e a turma de Rui Borges sabe que só depende de si mesma para garantir a presença na próxima edição da Liga dos Campeões.
O árbitro
Noite difícil para João Gonçalves no comando do encontro entre Rio Ave e Sporting. O lance que termina no primeiro golo do Sporting suscita dúvida face à intensidade do contacto entre Pancho e Suárez. Além disso, a partida acaba por ficar marcada por expulsões de dois elementos do Rio Ave. De resto, a partida decorreu com tranquilidade.
Incidentes: O filme do jogo




