A receção do Casa Pia ao Santa Clara terminou como começou , com um nulo (0-0) a castigar a falta de eficácia de ambas as equipas no Estádio Municipal de Rio Maior. Num duelo relativo à 30.ª jornada da Liga Portugal Betclic, os gansos somaram o seu sétimo jogo consecutivo sem vencer, enquanto os açorianos levaram na bagagem um ponto precioso que lhes permite subir, à condição, ao 13.º lugar da tabela, deixando a equipa de Pina Manique numa posição expectante com 26 pontos.
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O encontro arrancou com uma toada pragmática, com Álvaro Pacheco e Petit a operarem várias mexidas nos onzes iniciais na tentativa de estancar as crises de resultados. Iyad Mohamed e André Geraldes foram as novidades do lado casapiano, enquanto o Santa Clara apresentou Vinícius Lopes, Gonçalo Paciência e Djé Tavares. Apesar do equilíbrio inicial, a primeira grande intervenção pertenceu a Gabriel Batista, que brilhou ao negar o golo a Gaizka Larrazabal em cima da pequena área, mantendo o marcador imóvel até ao descanso.
Um ferro que ainda ecoa em Rio Maior
A segunda metade foi, em grande parte, um espelho da primeira: um jogo amarrado e disputado no limite do erro, mas com o Casa Pia a mostrar-se ligeiramente mais ambicioso. O momento mais vibrante da tarde aconteceu ao minuto 50, quando Pedro Rosas desferiu um pontapé fortíssimo de fora da área que acertou em cheio no cruzamento entre o poste e a barra. Foi o maior «grito» de golo que se ouviu em Rio Maior, mas a sorte acabou por proteger a baliza insular.
À medida que o relógio avançava, os treinadores tentaram agitar as operações a partir do banco, mas a partida entrou num autêntico deserto de oportunidades claras. A falta de definição no último terço foi a nota dominante, com sucessivos cruzamentos e lances de bola parada a serem facilmente sustidos pela segurança dos guardiões Patrick Sequeira e Gabriel Batista. A segurança defensiva superiorizou-se constantemente à inspiração dos avançados, tornando o jogo intermitente e fechado.
No balanço final, o empate acaba por ser mais condizente com a estratégia do Santa Clara, que soube sofrer e somar pontos fora de portas. Para o Casa Pia, fica o amargo de ter sido a equipa que mais procurou desfazer o nulo, esbarrando na trave e na inspiração do guarda-redes adversário. Vale aos lisboetas o facto de terem ainda um jogo a menos que os seus diretos adversários, uma «cartada» que poderá ser decisiva para as contas finais da permanência no escalão principal.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Gabriel Batista (Santa Clara): O guardião açoriano foi determinante para o desfecho do jogo. Além da excelente leitura nas bolas paradas, o brasileiro brilhou com duas grandes defesas - uma delas digna de registo - e impediu que o Casa Pia chegasse ao golo, segurando um ponto precioso para a sua equipa.
Patrick Sequeira (Casa Pia AC): À semelhança do seu adversário, esteve exímio na leitura das bolas paradas. Brilhou com uma grande defesa a remate de Gabriel Silva, mas o lance acabaria por ser invalidado, uma vez que o avançado estava em posição irregular.
Jérémy Livolant (Casa Pia AC): Incansável. O extremo francês foi dos elementos que mais trabalhou e se entregou ao jogo, mas a sua produtividade acabou por ser inglória: os vários cruzamentos que tirou ao longo da partida nunca encontraram um colega capaz de finalizar.
Gonçalo Paciência (Santa Clara): Desaparecido. O avançado vinha-se destacando pela capacidade de agitar o jogo a partir do banco, mas hoje, na pele de titular, não conseguiu dar sequência a esse bom momento. Sentiu grandes dificuldades em ligar o jogo da equipa e acabou por ser substituído, saindo de campo visivelmente frustrado.
Gaizka Larrazabal (Casa Pia AC): A cumprir a sua terceira época ao serviço dos gansos, o lateral continua a demonstrar que tem capacidade para outros voos. Com um pulmão inesgotável no corredor direito, foi uma constante unidade de desequilíbrio e esteve muito próximo de inaugurar o marcador, valendo ao adversário uma intervenção de luxo de Gabriel Batista para lhe negar o golo.
O árbitro
Jogo de grau de dificuldade elevado para o juiz, com vários lances de análise complexa a exigirem critério rigoroso. Ainda assim, no cômputo geral, o árbitro da AF de Leiria tomou as decisões mais acertadas e conseguiu manter o jogo sempre competitivo e sob controlo ao longo dos 90 minutos.
Incidentes: O filme do jogo






