Num jogo marcado por duas histórias distintas - uma dentro de rinque e outra fora dele - a Juventude Pacense levou a melhor sobre o Riba d'Ave por 4-6, na repetição integral de um encontro que havia sido interrompido semanas antes por falta de segurança.
A partida original, recorde-se, tinha sido suspensa aos 23 minutos da primeira parte pelo árbitro Joaquim Pinto, quando os pacenses já venciam por 2-4. Desta vez, a história escreveu-se até ao fim e voltou a sorrir à equipa visitante.
O encontro começou em ritmo frenético, com o Riba d’Ave a adiantar-se logo no primeiro minuto por Daniel Pinheiro, mas a resposta da Juventude Pacense não tardou.
Diogo Abreu empatou pouco depois e lançou uma primeira parte intensa. Guilherme Azevedo recolocou os da casa em vantagem de penálti, antes de Zé Miguel restabelecer a igualdade. Ainda antes do intervalo, Gonçalo Santos fez o 3-2, resultado que espelhava o equilíbrio, mas também a tensão vivida dentro de rinque.
Na segunda parte, o jogo manteve a toada imprevisível. Tomás Pereira empatou para os visitantes e abriu caminho para um período de maior ascendente pacense.
Ainda assim, foi o Riba d’Ave a voltar à liderança, com Gustavo Pato a aproveitar um powerplay para fazer o 4-3. Nessa fase, parecia que os locais poderiam segurar a vantagem, mas a eficácia da Juventude Pacense acabaria por fazer a diferença.
José Cancela empatou a quatro bolas a meio da etapa complementar e, pouco depois, Diogo Abreu consumou a reviravolta, colocando os visitantes pela primeira vez em vantagem no segundo tempo. O Riba d’Ave arriscou tudo nos minutos finais, inclusive retirando o guarda-redes, mas essa aposta acabaria por sair cara.
Já em período de maior descontrolo disciplinar, José Cancela bisou e fechou as contas em 4-6, aproveitando a baliza deserta. A Juventude Pacense confirmou assim uma vitória robusta num jogo exigente, repetindo o desfecho favorável da partida inicialmente interrompida.



