Chegou ao fim a janela FIFA de março com uma melhor versão portuguesa, ainda longe do encanto. A segunda parte lusa mostrou um pouco do melhor que Portugal é capaz, num teste ultrapassado frente aos Estados Unidos (0-2), anfitrião do próximo Mundial que segue sem mostrar força neste ciclo.
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Ainda assim, conclusões não podem ser retiradas deste estágio e par de jogos. O ritmo foi quase sempre baixo e, nesta madrugada, as individualidades impuseram-se com naturalidade.
Do mau ao q.b.
Como esperado, Roberto Martínez mexeu muito na equipa e apenas Samu, Bruno Fernandes e Gonçalo Ramos continuaram no onze. A entrada voltou a ser sonolenta, tónico da primeira parte lusa que apenas teve dois momentos ofensivos de destaque - um resultou em golo.
Bruno Fernandes tinha assustado em remate cruzado e ficou também ligado ao 0-1, consequência de um bom momento de pressão, visão de Vitinha e calma de Francisco Trincão na finalização. O extremo foi das unidades mais ativas de Portugal e, no meio de tão pouco rasgo, pode ter ganho uns pontos na luta pela convocatória final.

No futebol jogado, dinâmica foi pouca. Muitos braços no ar, movimentos pouco sincronizados e um notório desconforto de uma equipa pouco trabalhada. Os americanos também não ajudaram à festa e apresentaram reduzidos argumentos de elite, com o pessimismo para a participação no Mundial a ser justificado no país. Sofrível dos dois lados.
Para a segunda parte, as entradas de Nuno Mendes, António Silva, Rúben Neves, Matheus Nunes, Ricardo Horta, Francisco Conceição e João Félix deram uma versão um pouco mais energética à seleção das Quinas. Com superioridade técnica em relação ao adversário, ferir não foi missão difícil.
Em canto bem trabalhado, Bruno Fernandes colocou em João Félix, que teve tempo e espaço na entrada da área para aumentar a vantagem lusa.
Portugal não deixou os Estados Unidos entrarem no jogo e, em alguns momentos, podia ter voltado a festejar com melhor definição. Entre as entradas, nota para um inspirado João Félix e um inteligente Ricardo Horta, com capacidade mais uma vez de ter impacto quando chamado ao serviço.
Na reta final, nota pelas estreias de Ricardo Velho e Mateus Fernandes, algo que nem sempre é tradicional em Roberto Martínez neste tipo de momentos. Prémios a uma carreira de superação em emblemas humildes e a um médio que, em condições normais, vai ser figura no futuro da seleção.
Viajar, voltar aos clubes e, em junho, 26 selecionados vão regressar a estas terras em busca do American Dream. Fica a vitória neste amigável e, esperamos, esclarecimentos para Roberto Martínez, em contraste com as não dissipadas dúvidas do corajoso público que ficou acordado nestas madrugadas.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Bruno Fernandes (Portugal): maestro e capitão neste estágio, ficou ligado aos dois golos portugueses e entregou a muita qualidade ao serviço da seleção, mesmo num ritmo de gestão e pouco risco.
Francisco Trincão (Portugal): o flanco direito foi o mais ativo no primeiro tempo e, quando apareceu, Trincão mostrou esclarecimento. Bom golo a concluir um ataque rápido e vontade de agarrar a oportunidade.
João Félix (Portugal): em dia sim, voltou a mostrar mais conforto quando parte de uma zona central. Bonito golo e mais alguns lances perigosos, mas também alguma tendência para adornar em demasia os momentos de definição.
Ricardo Horta (Portugal): inteligente e dinâmico, o jogador do SC Braga foi um dos responsáveis pelo crescimento luso no segundo tempo. Deve, pelo menos, ser considerado como uma possibilidade forte de presença na lista final de convocados para o Mundial.
Gonçalo Ramos (Portugal): pouco inspirado, o avançado teve dificuldades em combinar com os companheiros e voltou a não estar feliz na finalização. Não ganhou pontos neste estágio.
Gonçalo Inácio (Portugal): alguns passes errados criaram problemas à defensiva lusa. O jogo, até pelas poucas rotinas, não recomendava riscos elevados.
Incidentes: O filme do jogo









