O Mundial 2026 está cada vez mais perto e Portugal marcou o seu primeiro jogo de preparação com o México, país anfitrião da prova. O duelo, disputado durante a tarde no México, acabou por ter o pontapé inicial às 02h00 em Portugal. Todos os apoiantes lusos que viram o encontro no seu país natal assistiram à desinspiração da seleção durante a madrugada, tendo o jogo terminado empatado a zero.
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Oito alterações no onze inicial lusitano, face ao último encontro (vitória sobre a Arménia por 9-1), com Samuel Costa a fazer a sua estreia como titular e Rui Silva a chegar à segunda internacionalização na equipa principal.
Devagarinho se vai ao longe
Os jogadores portugueses entraram algo adormecidos na partida. Consequentemente, os mexicanos tomaram a iniciativa do jogo e a posse de bola da equipa da casa era notória. Apesar disso, as investidas do México em nada feriram os lusos, que, em todos os momentos, taparam as já pequenas frestas no bloco defensivo.
À medida que o tempo foi passando, os pupilos de Roberto Martínez regressaram à sua natureza futebolística e isso abriu caminho para os primeiros remates perigosos. João Félix, na sequência de um canto, colocou a bola a rasar a barra. Mais tarde, Gonçalo Ramos, de primeira, enviou a bola diretamente ao poste.
O insucesso na busca pelo golo não desmotivou Portugal, que continuou a insistir, todavia sempre sem obter resultados palpáveis. Muitas foram as jogadas promissoras, construídas desde o primeiro terço, que não terminaram com qualquer finalização.
Depois de um começo mais lento, o conjunto português terminou a primeira parte com mais de 60 por cento de posse de bola, além de ter contido ofensivamente a seleção mexicana. 0-0 no marcador ao intervalo.
Muitos passes e poucos remates
Os visitantes conseguiram transferir a superioridade para a segunda parte, estando desde cedo em controlo do encontro. Pouco depois do reatar, Pedro Neto e Jesús Gallardo envolveram-se numa quezília, na qual o luso acertou na nuca do mexicano, além de ocorrer um choque de cabeças. Ambos os jogadores foram amarelados - talvez fruto do facto de o jogo ser amigável.
A tranquilidade e o critério com bola dos portugueses em nada se traduziram em golos, tendo as poucas ocasiões terminado sempre com finalizações negligentes.
Do outro lado, a equipa da casa pouco construía, porém fazia soar os alarmes sempre que se encontrava no último terço. Armando González, que entrou na segunda parte, teve uma oportunidade de ouro para oferecer a vitória aos mexicanos, mas colocou a bola a centímetros do poste.
Nota ainda para os aplausos e cânticos do público mexicano direcionados a Paulinho, que também entrou no decorrer da partida. Este foi um dos momentos mais marcantes de uma segunda parte com pouco sumo. Tudo empatado e talvez seja um resultado justo no primeiro duelo de Portugal na preparação para a maior prova de seleções do mundo.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Bruno Fernandes (Portugal): O jogador mais consistente do conjunto luso. Muito ativo nos últimos dois terços e vocal - como já tem vindo a habituar os apoiantes lusitanos.
Vitinha (Portugal): Respirou-se com mais tranquilidade no meio-campo na segunda metade, sendo que o médio português foi o grande responsável... grande entrada.
Armando González (México): Fez soar os alarmes da defesa portuguesa num par de ocasiões. Desenhou uma grande exibição, apesar do pequeno volume de minutos.
O árbitro
Walter López teve uma participação sólida. O juiz da partida até foi generoso com Pedro Neto, que poderia ter visto o cartão vermelho no desentendimento com Jesús Gallardo.
Incidentes: O filme do jogo









