O jogo entre o SC Espinho e o Benfica, a contar para os quartos de final do campeonato, ficou marcado por um alegado episódio de racismo contra Lucas França, jogador dos encarnados.
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No quarto set, quando as águias venciam por 7-11, o jogador brasileiro fez um serviço e, de forma imediata, dirigiu-se ao árbitro do encontro para denunciar um insultou de um adepto adversário.
Pouco depois, foi possível perceber, através da transmissão televisiva, que o jogador se queixou de ter sido chamado «macaco».
O jogador foi retirado de campo, mas, quando o placard marcava um 10-16, Lucas França voltou a insurgir-se contra a bancada, denunciando novos insultos. Perante o ocorrido, a partida foi mesmo interrompida durante mais de cinco minutos, sendo possível ver o atleta encarnado bastante emocionado.
Após vários minutos de conversa entre jogadores, treinadores e dirigentes, o encontro foi retomado e o Benfica conseguiu mesmo um triunfo por 1-3 (25-21, 15-25, 28-30, 16-25), seguindo assim para as meias finais da prova.
Apesar dos incidentes, os minutos que se seguiram ao apito final foram tranquilos, com Lucas França, apesar de cabisbaixo, a não voltar a expressar-se em relação ao sucedido.
Marcel Matz, treinador do Benfica, falou sobre a situação no final do encontro. «É um assunto muito complicado quando tocamos em assuntos de cor da pele, de raça, de país, de opção política. Parece que quanto mais falamos, mais alguns aparecem. Não se pode admitir, quem passa por isso deve sofrer bastante. É sempre com a raça negra e é uma merda. Disse-lhe para respirar e expliquei-lhe que, por um lado, não queria que ele saísse como derrotado e que, por outro, não o queria expor. Comovido? A tarde estava 'fixe' e isto mancha o espetáculo. Tinha tudo para ser uma grande tarde, mas agora o assunto vai ser isso. A malta não aprende», referiu.



