Em encontro a contar para a 27.ª jornada do campeonato, o Benfica recebeu e venceu o Vitória SC por 3-0 no Estádio da Luz. Os encarnados foram os primeiros dos três grandes a entrar em campo neste fim de semana e colocam agora pressão sobre os rivais diretos na luta pelo título. A equipa orientada por José Mourinho garantiu, à condição, o segundo lugar da tabela.

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Num jogo marcado também pela componente emocional, com um minuto de silêncio em homenagem a Silvino Louro, figura próxima do técnico encarnado, o Benfica respondeu dentro de campo com uma exibição segura e, em momentos, dominadora.
Parceria sul-americana até ao intervalo
Com algumas surpresas no onze, desde logo a adaptação de Enzo Barrenechea ao eixo defensivo, o Benfica entrou com intensidade e rapidamente assumiu o controlo da partida. A pressão alta e a agressividade na recuperação foram armas-chave, com Richard Ríos a assumir protagonismo desde cedo.
Foi precisamente dos pés do médio colombiano que nasceu o primeiro golo. Após recuperação em zona intermédia, Ríos conduziu com critério e temporizou o momento certo para soltar em Gianluca Prestianni, que finalizou com frieza. Um golo que espelhava não só a superioridade encarnada na primeira meia hora, mas também o impacto de dois jogadores que procuravam afirmar-se após períodos menos conseguidos.

Curiosamente, o golo teve um efeito ambivalente no jogo: se até aí o Benfica dominava com bola e sem ela, após a vantagem foi o Vitória SC que cresceu em posse, ainda que sem capacidade real de penetrar o bloco encarnado. A equipa minhota circulava, mas raramente criava desequilíbrios no último terço.
Na onda de Richard Ríos
A segunda parte trouxe um Benfica novamente forte na pressão e mais eficaz na exploração dos erros adversários. E, mais uma vez, tudo começou em Richard Ríos.

Nova recuperação em zona adiantada, desta vez já em terrenos perigosos, e assistência perfeita para Vangelis Pavlidis, que, sozinho, não desperdiçou e ampliou a vantagem. O avançado grego voltou a demonstrar o seu instinto goleador, ao marcar o 30º golo da temporada.
O 2-0 acabou por funcionar como ponto de rutura definitivo no encontro. O Vitória SC, que até então ainda tentava reagir, perdeu organização e lucidez, enquanto o Benfica passou a gerir ritmos com maior conforto.
Já na reta final, o Benfica voltou a ferir, desta vez com uma ponta de fortuna. Após uma boa iniciativa de Alexander Bah pela direita, o cruzamento tenso à procura de Pavlidis acabou desviado por Beni Mukendi para a própria baliza, fixando o 3-0 final.

Até ao apito final, o conjunto de Mourinho ainda ameaçou dilatar a vantagem, com destaque para uma oportunidade clara de Rafa Silva, travada por Charles, mas o resultado não sofreria mais alterações.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Richard Ríos (Benfica): Depois de algumas exibições longe do ideal, o médio colombiano voltou com toda a força e destacou-se como a peça-chave desta vitória encarnada. incanasável na pressão foi premiado em dois momentos que acabaram por decidir o rumo do jogo e assegurar os três pontos na luta pelo título.
Gianluca Prestianni (Benfica): Tal como Ríos, também o jovem extremo precisava de uma boa exibição para voltar a subir a moral, e conseguiu-a. Muito ativo, principalmente na primeira parte, foi eficaz na criação de oportunidades e, sobretudo, na concretização. Tarde positiva para Prestianni na Luz.
Enzo Barrenechea (Benfica): A fazer render Otamendi no eixo defensivo, o médio argentino apareceu de surpresa no onze como defesa-central mas a verdade é que acabou por cumprir com tudo aquilo que era esperado. Seguro a defender, coerente nas decisões e confortável na saída de bola. Uma carta que poderá jogar a favor de Enzo no seu futuro no Benfica.
Georgiy Sudakov (Benfica): Ao contrário da outra novidade na equipa inicial, Sudakov surgiu com menos impacto. De regresso à titularidade, depois de problemas físicos e da ascenção de Rafa atrás do avançado, o ucraniano teve algumas dificuldades em fazer-se notar na Luz. Pouco influente, algo inseguro na progessão com a bola e na tomada de decisões no último terço. Uma tarde apagada para o nº10 do Benfica.
Incidentes: O filme do jogo








